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POLÍCIA

Homem morre afogado ao tentar atravessar o rio

Uma celebração entre amigos se transformou em tragédia na tarde do último sábado (12) quando amigos saíram de uma confraternização e decidiram tomar banho num braço do rio Maguari localizado no Tenoné. Três amigos resolveram atravessar a nado até a outra

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Uma celebração entre amigos se transformou em tragédia na tarde do último sábado (12) quando amigos saíram de uma confraternização e decidiram tomar banho num braço do rio Maguari localizado no Tenoné. Três amigos resolveram atravessar a nado até a outra margem, localizada a cerca de 50 metros, por volta das 16h. Tarefa aparentemente simples para os três que se julgavam exímios nadadores. No meio do percurso, porém, Reginaldo Brito, de 19 anos, por algum motivo começou a passar mal até finalmente afundar. Os companheiros ainda teriam tentado impedir, mas só foram vê-lo duas horas depois, quando ele foi retirado, já morto, pelos bombeiros.

“Eu olhei pra trás e o vi se batendo. No início pensei que ele estivesse brincando porque nadava bacana. Mas aí eu vi que era sério e voltei junto com nosso outro amigo, o mesmo que ainda tentou puxá-lo, mas Reginaldo se batia muito e não foi possível, porque se não iam os dois”, contou com a voz vacilante uma das testemunhas oculares, que preferiu resguardar o anonimato. Poucos segundos após o amigo calar a boca os mergulhadores dos bombeiros que faziam buscas a cerca de 40 minutos boiaram e levantaram os braços. “Achamos”, gritaram.

O corpo de Reginaldo estava à beira do braço de rio, bem próximo de onde havia pulado outrora para viver a aventura de tentar atravessar. Com o movimento da maré enquanto vazava fora trazido para a beira e parou por ali engatado em muitos galhos e raízes. Ali havia poucos curiosos. A maioria destes eram ou amigos que celebravam com a vítima horas antes ou parentes - inclusive a mãe. Àquela altura ninguém mais tinha esperança de encontra-lo vivo, mas após o anúncio do achado ninguém conseguiu conter a emoção. “Não acredito que ele morreu”, gritavam algumas adolescentes enquanto choravam. A genitora só tinha a preocupação de vê-lo. “Os bombeiros não podem me impedir. Eu sou a mãe”.

“Infelizmente muitas pessoas vêm aqui achando que é simples nadar e acaba perdendo a vida. Não podemos dizer ainda se teve câimbra ou se engatou as pernas em algum tronco ou galho, mas seria bom ninguém mais tomar banho nesse rio sem estar devidamente equipado”, avaliou o subtenente Maciel, do Corpo de Bombeiros.

Policiais militares da 2ª Companhia do 10º BPM disseram que a área onde ocorreu a fatalidade é muito acessada por usuários de drogas e por pessoas dispostas a cometer qualquer tipo de delito. “Não é a primeira vez que acompanhamos uma tragédia nesse lugar”, comentou o sargento Nazareno.

(Diário do Pará)

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