No bairro do Bengui, nos últimos meses, vem ocorrendo um número grande de homicídios e envolvendo dois grupos de marginais, das áreas conhecidas por “Beco da Conso” e “Piçarreira”, consideradas de risco e onde proliferam as “bocas de fumo” de intenso tráfico de drogas. O delegado Renato Wanghon atualmente está presidindo dez inquéritos para apurar esses delitos, fora os que já concluiu e encaminhou para a Justiça.
Dentre os autores desses crimes, estão sendo procurados, Aylson Rodolfo Prestes da Silva, 22 anos, vulgo “China”, e seu irmão Reyvynson Wesley Prestes da Silva, 19, vulgo “Pimpolho”. Aos dois, são atribuídos pelo menos seis mortes. Segundo Wanghon, o líder de um bando, Rui Castro da Silva, foi assassinado recentemente por “China” e seus familiares querem vingá-lo, tendo jurado “China” de morte e ele está sendo procurado sem tréguas.
Nos últimos dias foram procurá-lo duas vezes, mas não o acharam. O grupo tentou matar moradores da área, que não estavam relacionados com a rixa. Wanghon conta que na semana passada, foram atrás do “China” e ele foi encontrado, porém conseguiu fugir pelos fundos da casa. Por isso, quem os procurava por pouco não mataram Igor Henrique Teixeira Loureiro. Atiraram nele, mas erraram e o rapaz correu em disparada para um quintal e conseguiu escapar.
As mortes atribuídas a “China” e “Pimpolho”, e que estão sendo apuradas em inquérito são as de Abraão André Amorim da Silva, 31 anos, morto na travessa Paraná, na Piçarreira; Emanuel Vitor da Silva Oliveira, 15 anos, baleado e morto na rua Betânia próximo de passagem Augusto Lobato, quando ia para o “Beco da Conso”; Elzimar Ferreira da Silva Mota, 23 anos, tocaiado pelos acusados que estavam de moto e balearam a vítima na rua Yamada, quase em frente ao bar do Márcio. Socorrido, o rapaz morreu no Hospital Metropolitano; Rui Castro da Silva, assassinado a tiros na passagem Santa Lúcia próximo da rua São Clemente; Jorlivaldo Rabelo Cardoso, 22 anos o “Cabeleira”, baleado na passagem Alegre e socorrido, vindo a morrer a caminho do Hospital Metropolitano; e Paulo Fernando Santos Souto, vulgo “Cebola”, executado com vários tiros na rua Ajax de Oliveira, próximo da rua do Bloquete. O rapaz morreu na hora e o criminoso ainda deu vários tiros para o ar, dizendo que “ali quem mandava era o China”.
Segundo o delegado Renato Wanghon, em todos os seis homicídios, testemunhas procuraram espontaneamente a delegacia do bairro para se manifestarem sobre “China” como o autor dos delitos.
Wanghon disse que as mortes que ocorreram do lado do “Rui”, no “Beco da Conso”, ele já apurou em inquérito e os encaminhou à Justiça. Uma das mortes brutais, foi de um vulgo “Formiga”, executado à luz do dia na frente até de crianças.
Ele prendeu o irmão de Rui, que está na cadeia. Trata-se de Dielson Castro da Silva, vulgo “Come-bala”. Um criminoso sem escrúpulos e cruel. Sobre os atuais integrantes do bando de Rui, e que estão “caçando” “China”, ele espera identificá-los e prende-los.
Disse que a rixa que envolve os bandos é sustentada pelo tráfico de drogas.
O delegado disse que está com dificuldade de pessoal, pois só tem dois investigadores e uma viatura. Ele afirma que já pediu ajuda para o delegado Pery Neto, diretor da Seccional Marambaia. “Aqui, prendendo o “China” e seu irmão “Pimpolho”, a matança acaba. Eles não saem da área e fica fácil pegá-los”, avaliou.
(Diário do Pará)
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