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POLÍCIA

Detento vendia entorpecentes dentro da cadeia

A Susipe identificou um detento do Centro de Recuperação de Castanhal comercializando cocaína e maconha. O preso oferecia a droga no momento do banho de sol para os demais detentos. Além do entorpecente, foram encontrados aparelhos celulares e baterias na

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A Susipe identificou um detento do Centro de Recuperação de Castanhal comercializando cocaína e maconha. O preso oferecia a droga no momento do banho de sol para os demais detentos. Além do entorpecente, foram encontrados aparelhos celulares e baterias na cela do detento. A Polícia Civil comunicará o fato à corregedoria do órgão.

Felipe Ferreira da Silva, 26 anos, foi autuado por tráfico de drogas dentro do CRCAST. Com o preso foram encontrados 18 papelotes de cocaína, três de maconha e três aparelhos celulares com quatro baterias. O detento foi visto por agentes prisionais oferecendo a droga para os demais presos do bloco I. De acordo com a Susipe, todos os 15 presos da cela 3 da ala C sabiam que havia um comércio de drogas ilícitas, mas o caso era mantido em sigilo, pois os detentos compravam e consumiam o entorpecente. “É impossível que os demais detentos não saibam do tráfico de drogas. Além de eles saberem, alguns usavam a maconha e cocaína nas celas”, disse um dos agentes que preferiu não se identificar.

Felipe Ferreira foi responsabilizado pelo tráfico de drogas. Ele foi preso há três meses por assalto à mão armada em Maracanã. Na cadeia, passou a ganhar dinheiro vendendo entorpecente. Só que o detento não informou como conseguiu toda a droga. “Mano, peguei isso através do avião. Eles lá fora jogam através de um fio e a gente pega aqui dentro. É assim, mano”, tentou explicar.

Para a Polícia Civil, as declarações do detento não convenceram. Uma investigação será feita para saber como a droga entrou no presídio. “Essa versão de que a droga chegou do céu é totalmente inverídica. Alguém levou esse entorpecente para o preso. Com certeza foi algum parente que conseguiu passar pela revista colocando a droga nas partes íntimas ou teve facilitação de algum agente. E é isso que vamos investigar”, disse o delegado Fábio Veloso de Castro.

Segundo ainda o delegado, a corregedoria da Susipe será comunicada sobre o fato, pois a droga foi encontrada na quarta-feira da semana passada e somente ontem foi apresentada à polícia. “Isso não existe. Queremos saber que norma é essa estabelecida, onde o material encontrado é apresentado vários dias depois. Vamos abrir um inquérito e investigar tudo, além de comunicar o episódio à corregedoria da Susipe”, concluiu Fábio Veloso de Castro.

(Diário do Pará)

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