A Polícia Civil investiga um homicídio ocorrido na noite de terça-feira (15) em Castanhal, nordeste do Estado, onde um adolescente de 16 anos foi morto com vários tiros. A vítima foi morta durante um jogo de baralho e era conhecida por praticar roubos na cidade.
O adolescente foi assassinado com pelo menos três tiros à queima-roupa, no bairro do Salgadinho, periferia da cidade. A vítima, conhecida como “Zumbi”, foi abordada por dois homens que chegaram num carro e em seguida alvejada pelos disparos. De acordo com informações de populares, após os tiros, a vítima ainda tentou correr, mas não resistiu e caiu morta no meio da rua. “A gente jogava baralho aqui quando ele (vítima) se levantou e foi falar com um homem. De repente, foi só o barulho dos tiros. Quando fomos ver, já estava morto”, contou uma testemunha que preferiu não se identificar.
“Zumbi” era conhecido na área por praticar roubos e furtos. Após o crime, os amigos da vítima presenciaram que “Zumbi” estava com cartas de baralho no bolso. “O cara roubava demais, até antes de morrer roubou a gente, mesmo brincando de baralho”, disse um dos amigos. Após o crime, a Polícia Militar fez diligências no bairro para tentar localizar os suspeitos, mas ninguém foi identificado.
Segundo a Polícia Civil, surgiram duas versões para o assassinato. “As informações estão desencontradas, até porque a vítima era do mundo do crime. A primeira versão é que dois homens chegaram num carro e executaram a vítima. A segunda é que um homem de bicicleta teria cometido o crime. Vamos levantar as pistas para esclarecer esse homicídio, que por enquanto é uma incógnita, assim como seus autores”, contou o delegado Fábio Veloso de Castro.
Para o delegado, o crime tem características de acerto de contas, por isso as investigações devem demorar, visto que o medo dos moradores prevalece no local. “Como a vítima tinha envolvimento com delitos, o pessoal tem medo de prestar esclarecimentos ou ajudar de outra forma, temendo represálias por parte da criminalidade. Mas esperamos que isso seja resolvido através do disque-denúncia. Pelo modo como foi praticado o crime, tudo leva a crer que foi mais um acerto de contas em Castanhal”, concluiu Fábio Castro.
O caso deve ser repassado a Delegacia de Homicídios, que deverá investigar a vida da vítima, assim com seu envolvimento no mundo do crime.
(Diário do Pará)
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