Por volta das 10h30, cerca de 12 homens fortemente armados invadiram a agência do Banco do Brasil do município de Baião, nordeste paraense. Segundo as pessoas que estavam perto do local, o assalto foi cinematográfico. As portas do banco foram estouradas a tiros e uma equipe de meliantes ficou do lado de fora atirando a esmo, enquanto o restante saqueava o dinheiro do banco.
Armados de escopetas, fuzis e pistolas automáticas, os assaltantes, que estavam encapuzados e usando luvas cirúrgicas, promoveram pela terceira vez em menos de dois anos um assalto na modalidade “vapor” em uma agência do Banco do Brasil no município de Baião.
Na fuga, os assaltantes levaram como reféns os funcionários do banco e alguns clientes. Em função ao faroeste em que se tornou a pacata cidade de Baião, seus comerciantes e moradores, em desespero, fecharam as portas de suas casas e comércios.
A fuga foi realizada em três caminhonetes traçadas, uma Frontier, uma Ranger e uma S10, todas de cor prata. Os reféns foram libertados na saída da cidade próximo a uma estrada do ramal Massaranduba, que dá acesso ao ramal Maisa, que liga Baião a Breu Branco, inclusive, com um ramal de interligação ao município de Tailândia.
O destacamento da Polícia Militar de Baião foi acionado, mas, em função ao seu pequeno número de policiais, acionou apoio do seu comando. Uma equipe de PMs saiu fazendo um arrastão pela estrada vicinal que liga até o acesso do ramal Massaranduba, próximo a Baião. Outra equipe do Grupamento Tático de Breu Branco, com o reforço de Tucuruí, seguiu em direção a Baião pelo ramal Maisa, realizando barreiras na Vila do Pitinga e Nazaré de Patos, ambas as estradas são formadas de muitos trechos de areal e piçarra. Segundo a Polícia Militar, o cerco foi fechado e é questão de tempo para que os meliantes sejam capturados.
Um morador de Baião disse ao DIÁRIO por telefone que na hora do assalto a cidade contava com dez policiais militares e três civis e que acabaram sendo surpreendidos com a ação organizada do bando, que fez tudo “cronometrado” com a certeza da impunidade.
Uma preocupação paira sobre os comandantes das guarnições que estão em busca dos 12 assaltantes. É que a região é uma área de difícil acesso e de mata fechada, inclusive com a possibilidade de os meliantes abandonarem os veículos e passarem a fugir em embarcações. Até o momento o Banco do Brasil não forneceu o valor levado pelos assaltantes, mas, segundo os moradores, diversos malotes foram retirados de dentro da agência no momento da fuga.
BREU BRANCO
Na última sexta-feira (11), foi registrada na Seccional de Tucuruí a tentativa de assalto a uma agência bancária em Breu Branco. Inclusive, o gerente foi pego na tentativa do “sapatinho”, por volta das 17h30, mas, ao seguirem para o banco, nada pôde ser roubado em função do bloqueio automático do cofre. Por volta das 19h, o gerente foi liberado em cima da barragem da Usina de Tucuruí.
Na madrugada da segunda-feira (14), dois elementos foram detidos em um carro Gol quatro portas de cor vermelha. Um deles, menor de idade, foi apresentado ao Ministério Público e o outro, David Lacerda da Silva, 25 anos, morador de Tucuruí, foi levado à delegacia e apresentado como suspeito da tentativa do assalto estilo “saidinha” e do sequestro do gerente do banco em Breu Branco, além de falsidade de documentos públicos e adulteração do chassi do veículo.
Segundo os policiais militares, a ação dos meliantes seria para um grande assalto em Breu Branco, mas, em função da tentativa frustrada, seguiram para outra localidade, sendo possível que os mesmos elementos que tentaram o assalto em Breu Branco sejam os que roubaram o Banco do Brasil em Baião. A fuga pode ter ocorrido em direção a Breu Branco.
O delegado Ivanildo Santos, diretor da Divisão de Repreensão ao Crime Organizado, enviou para o local o delegado André Costa, da Delegacia de Repreensão a Roubo a Banco, juntamente com policiais do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar e do Grupo de Pronto Emprego da Polícia Civil.
Foram deslocados para a região dois helicópteros da polícia no sentido de dar apoio na caçada ao bando que, pelo assalto realizado com sucesso, tem ramificações em outros Estados e andam desafiando a polícia do Pará com sucessivas ações em municípios distantes, onde o sistema de segurança é frágil.
Este é o terceiro assalto à única agência bancária da cidade, duas vezes em menos de sete meses. Uma quadrilha armada formada por cerca de seis homens também invadiu o banco a tiros e roubou um malote de dinheiro e alguns membros acabaram presos dois meses depois.
(Diário do Pará)
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