Uma denúncia feita pelo 181, o disque-denúncia da polícia, levou homens à paisana da PM e investigadores da Seccional Cidade Nova, ontem de manhã, a prender Ivaldo Monteiro de Brito, 21 anos, tido como um dos integrantes de um bando que há cinco meses assaltou e matou o cabo PM Fonseca, da Rotam, na porta da casa da vítima, no conjunto Guajará 1, Ananindeua.
Ivaldo já havia sido reconhecido por familiares da vítima, que estavam na hora do assalto. Vizinhos também haviam visto quando ele passou correndo na fuga, ao lado de comparsas.
Por diversas vezes a equipe do investigador João Moreira, chefe de operações da Seccional da Cidade Nova, esteve atrás de Ivaldo, mas ele havia fugido de casa.
Quando ele apareceu para visitar a mãe dele, vizinhos fizeram a denúncia e os policiais foram à casa, cercaram-na e detiveram o rapaz, que está com prisão preventiva decretada em decorrência do crime.
Na seccional, entretanto, Ivaldo negou que tivesse participado do crime e afirmou que tem um álibi a ser apresentado a quando de sua apresentação na Justiça.
Outro comparsa dele já está preso e a polícia ainda procura mais três envolvidos.
O cabo Fonseca tinha passado dois meses trabalhando destacado em Altamira, nas obras da hidrelétrica Belo Monte, e retornou, tendo saído com a família para passear.
Na volta, ao entrar em casa, de carro, a quadrilha o assaltou.
Como foi reconhecido por ser policial, os bandidos atiraram nele e por pouco também não mataram um de seus filhos.
O crime teve grande repercussão na ocasião e a Seccional da Cidade Nova instaurou inquérito policial, tendo prendido um dos envolvidos no dia do delito e os demais, identificados, tiveram suas prisões preventivas solicitadas à Justiça.
(Diário do Pará)
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