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POLÍCIA

Assassino de vereador diz que sofreu assédio

A Polícia Civil deteve, na tarde de ontem, em Castanhal, nordeste do Estado, o jovem suspeito de assassinar o vereador de Vigia. O suspeito confessou o crime e disse que matou o parlamentar porque teria sofrido assédio após assistir a filmes pornográficos

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A Polícia Civil deteve, na tarde de ontem, em Castanhal, nordeste do Estado, o jovem suspeito de assassinar o vereador de Vigia. O suspeito confessou o crime e disse que matou o parlamentar porque teria sofrido assédio após assistir a filmes pornográficos.

Bruno da Silva Moraes, 18 anos, foi detido no bairro da Jaderlândia, periferia de Castanhal, escondido na casa da avó, depois de ter matado com 12 facadas o vereador José Maria Pinto Marques, 75 anos, conhecido como “Zé Canela”. O crime aconteceu na tarde da última terça-feira, na localidade de Itapuá, zona rural de Vigia. Ao ser preso, Bruno da Silva tentou negar o crime, mas a polícia tinha provas contundentes que incriminavam o suspeito. “Foi através de uma pulseira deixada ao lado do corpo que conseguimos identificar o suspeito. Depois o jogamos contra a parede e ele acabou confessando o assassinato do vereador”, contou o delegado Cleiton Costa.

O acusado disse, com detalhes, os motivos que o levaram a matar o vereador. “Eu dormia na casa de ‘Zé Canela’ há cinco meses. Toda noite assistíamos a filme pornô e íamos dormir, eu na sala e ele no quarto. Um dia ele fez o convite para deitar na cama por R$ 50,00. Recusei a proposta e ele ficou chateado, mesmo assim o ‘Zé Canela’ passava a mão na minha bunda e mandava eu desfilar”, disse o suspeito.

Segundo ainda o suspeito, as insinuações do vereador acabaram deixando-o revoltado. “Tinha uma proposta de tocar violão para um projeto do governo, mas foi colocado outro nome. Fiquei com muita raiva e fui com o objetivo de matá-lo. Quando cheguei ao quarto, me arrependi e não tive coragem, aí ele (vítima) voltou a pegar na minha bunda e isso me deixou furioso. Fui à cozinha, peguei a faca e passei a desferir os golpes no peito. Como a faca quebrou e ele ainda estava agonizando, pensei que ficaria vivo e peguei outra faca para terminar de matar. Dei o último golpe no rosto, acho que pegou no olho”, conta friamente o suspeito.

Para a Polícia Civil, o crime cometido por Bruno foi premeditado e com requintes de crueldade. “A versão dele é totalmente autêntica. Ele (suspeito) foi interrogado várias vezes e sempre apresentou a mesma versão e com riquezas de detalhes. Com relação ao assédio sofrido por ele, não podemos afirmar se os dois mantinham relação sexual. O acusado nega, mas só com exames mais aprofundados poderemos afirmar se os dois tinham uma relação amorosa”, concluiu o delegado Cleiton Costa.

Bruno foi autuado por homicídio qualificado e será transferido para o Centro de Recuperação de Castanhal (Crcast), onde ficará à disposição da Justiça.

(Diário do Pará)

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