Com uma lábia suficiente para convencer até o presidente da Síria a renunciar o mandato, foram presos pela Polícia Militar de Santa Izabel do Pará, o casal de “paqueiros” Marcilena Costa de Freitas e Gerlan da Silva Vieira Gomes, com mestrado e doutorado em enganar pessoas incautas.
Segundo as informações de uma das vítimas, esta foi abordada por Marcilena após deixarem uma agência bancária no centro de Santa Isabel, dizendo que a esposa da vítima tinha deixado cair um celular. Neste momento apareceu Gerlan Gomes dizendo que o aparelho era seu e pertencia e empresa e por conter informações privilegiadas daria uma recompensa pelo “achado”.
A salvação do casal, que já estava caindo no “papo”, foi a população que reconheceu a dupla de outros golpes dessa natureza, que vinham sendo aplicados naquele município e deram “uns cacetes” na dupla até a chegada da Polícia Militar, que os salvou de um linchamento.
Uma policial militar acabou reconhecendo o casal, que recentemente cumpriram pena presos em Belém e, soltos, já estavam novamente na malandragem.
A policial, também vítima da dupla, disse ao delegado Carlos Daniel Fernandes de Castro que os dois, no mês de setembro, aplicaram golpe semelhante e logo que a notícia se espalhou. Pelo menos três vítimas compareceram a Seccional Urbana de Santa Isabel para referendar o flagrante na dupla.
Ouvidos pelo delegado Carlos Daniel, tanto Gerlan Gomes como Marcilena Costa acostumados a situações de flagrante se reservaram o direito de apenas se manifestar em juízo mesmo em que pese às acusações verdadeiras que lhes foram impostas.
O casal foi autuado em flagrante delito pelo crime de estelionato. Marcilena Costa foi conduzida para o Centro de Recuperação Feminino de Ananindeua e Gerlan Gomes para o Complexo Penitenciário de Americano, onde ficarão à disposição da Justiça.
Segundo o delegado Augusto Damasceno da Seccional Urbana de Santa Izabel toda a operação policial foi mais um resultado da interação entre as Polícias Civil e militar do município, retirando de circulação uma dupla que vinha praticando “171” na região.
(Diário do Pará)
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