Em plena luz do dia, a execução de Anderson Evaldo da Silva Valente, de 19 anos, vulgo “Ipioca”, assustou os moradores da rua 25 de Junho, esquina com a rua Barão de Igarapé-Miri, no bairro do Guamá. No início da tarde desta sexta-feira(25), “Ipioca” acompanhou sua esposa até rua Barão de Igarapé-Miri, para deixá-la em uma parada de ônibus. Quando retornava para sua residência foi crivado de balas, recebendo oito tiros, que atingiram a cabeça, pescoço, braços e costa.
Um carro preto, que já tinha sido visto circulando pela área, se aproximou da vítima, e um homem deflagrou o primeiro tiro de dentro do veículo, chamando a atenção de populares, inclusive da companheira da vítima. Em seguida, o homem que atirou desceu do carro e correu em direção de Anderson, deflagrando os outros disparos.
O suspeito de ter cometido o crime ainda não foi identificado, mas, segundo familiares da vítima, apresenta características semelhantes às de um homem desconhecido, que já tinha sido visto andando pelas ruas do bairro.
Segundo moradores que estavam no local em que o crime foi cometido, “Ipioca” era muito conhecido no bairro como um jovem “arruaceiro”, agressivo, brigão e as vezes violento. Ele já havia começado muitas confusões, principalmente quando estava sob efeito de bebidas e drogas.
De acordo com o sargento PM Fábio, ele era muito conhecido também pela polícia. “Inúmeras vezes recebemos ligações da própria mãe pedindo pra detê-lo. Quando ele queria sair pra beber, brigava com toda a família e queria bater na própria mãe”, contou.
No momento do crime, a companheira dele voltou e, aos prantos, lamentava a morte do marido, tentando se aproximar do corpo, sendo contida por familiares. “Mataram meu amor, eu quero poder abraçar ele, eu quero beijar ele, deixa eu ver meu amor”, gritava.
Em depoimento à delegada Gorete Tourão, da Seccional do Guamá, a mãe de Anderson contou que o filho havia mudado de vida. “Ele estava regenerado, trabalhava em uma igreja de carteira assinada, meu filho havia mudado”, finalizou.
“Ipioca” já tinha passagem pela polícia e os policiais suspeitam que foi vítima de vingança, por ele ter tido envolvimento com entorpecentes. O caso vai ser investigado pela Polícia Civil. Peritos da criminalística estiveram no local e o corpo foi removido pelo o IML para os procedimentos legais.
(Diário do Pará)
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