Na noite do último sábado (2), um homem foi detido em flagrante, no conjunto Cidade Nova 7, em Ananindeua, suspeito de estuprar um garoto de 11 anos. Clayton Saraiva de Moura, 42, que trabalha como monitor de um centro de recuperação de adolescentes infratores, foi detido dentro de um bar tentando se esconder de um grupo de moradores da área, que estava revoltado com o caso. “Se a polícia não chegasse na hora para retirá-lo do bar, certamente a população iria fazer justiça com as próprias mãos. Todos nós ficamos revoltados com a situação”, desabafou o pai do menino.
Segundo os familiares da vítima, o suspeito abordou a criança na rua com uma faca e a ameaçou de morte, obrigando o menino a acompanhá-lo até um kitnet do residencial Sol Nascente. “Assim que chegou ao kitnet, o homem ainda abusou sexualmente do meu sobrinho e só deixou o garoto ir embora após ter consumado a relação. A gente só descobriu a história quando o menino voltou para casa, bastante nervoso e assustado”, contou a tia da vítima, Paula Seabra.
Revoltados com o depoimento da criança, um grupo de moradores da área tentou agredir o suspeito, que se escondeu dentro de um bar e só saiu do estabelecimento com a chegada da polícia. Encaminhado para a Central de Flagrantes, da Seccional Urbana da Cidade Nova, Clayton Saraiva confessou o crime e disse que agiu com o consentimento da vítima.
“No depoimento dele, se percebe muita frieza. Ele confessa que houve a consumação do crime, mas diz claramente que não obrigou a vítima ir até a casa dele e nega que tenha ameaçado o garoto de morte, conforme relataram os familiares”, afirmou o delegado Carlos Alexandre Miranda, responsável pelo caso.
O garoto foi encaminhado ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, onde um exame comprovou que houve conjunção carnal. Muito revoltados, vizinhos e familiares da vítima estiveram em frente à unidade policial para exigir a punição do suspeito. “Um homem desses é um doente. Ele não pode responder por esse crime em liberdade, pois representa uma ameaça para toda a sociedade”, afirmou a mãe do menino durante o depoimento à polícia.
O irmão do suspeito também esteve na seccional e disse que ficou surpreendido com a atitude do monitor. “Eu não sei nem o que falar em uma hora dessas. A única coisa que sei é que, pelo tempo que convivo com o meu irmão, ele jamais se envolveu em um crime. Eu compreendo a revolta dos familiares da vítima. Estuprar uma criança é algo que não tem perdão”, comentou o irmão, que prefere não ter o nome divulgado.
Segundo ele, Clayton trabalha há vários anos como monitor no Centro de Internação do Adolescente Masculino (Ciam), no Sideral, em Belém. E, desde o início de suas atividades, nunca apresentou nenhum problema na instituição. “O que chama a atenção nessa história é que ele trabalha diretamente com menores de idade, mas nunca se envolveu em uma situação parecida com essa. Muito pelo contrário. Ele é bastante elogiado pela direção do Ciam e é considerado um dos melhores monitores do centro”, disse o irmão.
O suspeito, autuado em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável, não falou com a imprensa. Após prestar depoimento ao delegado, ele foi transferido para uma central de triagem da Susipe, onde deve aguardar a decisão da Justiça.
(Diário do Pará)
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