Nesta terça-feira (5) foi o segundo dia do julgamento de Aretha Caroline Correa de Sales, 22 anos, acusada de mandar matar a mãe. A sessão foi presidida pelo juiz Edmar Pereira, titular do 1º Tribunal do Júri de Belém. O dia foi de interrogatórios dos acusados, Aretha, Rosivaldo Gemaque Lima, Carlos Alessandro Duarte e Raphael de Souza Silva, por participação na morte de Odinéia Corrêa, 52 anos, servidora pública lotada na Fundação de Telecomunicações do Pará - Funtelpa.
O segundo dia do júri foi retomado com o interrogatório de Aretha. A ré, filha da vítima acusada como mandante do crime, requereu a delação premiada e apontou o namorado, Raphael de Souza Silva, como responsável por planejar e contratar Rosivaldo e Carlos Alessandre e a adolescente para matar a servidora pública. O objetivo do casal era o de se instalar na casa construída pela vítima. A filha da vítima contou que o namorado teria incorporado “uma entidade”, do Candomblé, e a entidade queria “a Alma de Odiléia” para que o casal ficasse em paz.
A versão de Aretha é a de que estava saindo do hospital com o filho e o companheiro o Raphael, que após lhe elogiar “estava mais bonita e não tinha mais tanto ciúmes”, tendo este proposto “dar um susto”, na mãe de Aretha. Ela disse que concordou com o namorado em simular um assalto em casa e “dar um susto” na mãe, que não aceitava o relacionamento entre a filha e o acusado.
No interrogatório prestado por Rosivaldo este inocentou Raphael Silva. Ele se defendeu alegando que quem matou a vítima teria sido Carlos Alessandro e que sua participação teria sido a de “passar o pano”, gíria usada para expressar que montou guarda para que Rosivaldo cometesse o crime. O suposto executor responsabilizou Aretha de ser mandante do crime, simulando assalto. Rosivaldo que está sendo defendido por Marilda Cantal também requereu delação premiada e se negou a responder perguntas dos demais advogados dos outros acusados.
Após interrogatório de Rosivaldo foram interrogados Raphael, namorado de Areth,a e logo após Carlos Alessandro. Raphael negou a versão e disse que não tinha problemas de relacionamento com a vítima e negou o crime. Confirmou que frequenta o terreiro de Candomblé do Pai Guto, também frequentado por Rosivaldo.
A expectativa é a de que os debates, com tempo previsto de nove horas havendo réplica e tréplica, ocorrerão somente nesta quarta-feira (6). Na acusação está atuando o promotor de justiça José de Almeida Barbosa. Em defesa dos réus estão os advogados Calos Felipe Guimarães, de Aretha; Omar Saré, de Rafael; Américo Leal, de Carlos Alessandro; e Marilda Cantal, de Rosivaldo.
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(DOL)
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