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POLÍCIA

Polícia apresenta armas e explosivos apreendidos

As polícias civil e militar apresentaram durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (6), na sede do Comando Geral da PM, as armas de fogo, munições e dinamites apreendidas no dia anterior em um sítio na zona rural de Aurora do Pará, nordeste do Estado

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As polícias civil e militar apresentaram durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (6), na sede do Comando Geral da PM, as armas de fogo, munições e dinamites apreendidas no dia anterior em um sítio na zona rural de Aurora do Pará, nordeste do Estado. O material seria usado para assaltar uma agência bancária na região. Um dos presos no local foi trazido para Belém e foi apresentado, durante a coletiva. Trata-se de Carlos Eduardo Rodrigues Pereira, 23 anos, natural de Sinop (MT).

Foram apresentados pelos policiais um fuzil tipo M16 calibre 565; uma metralhadora Famae calibre 9mm; uma submetralhadora Taurus calibre 9mm (de uso exclusivo do Exército); uma escopeta calibre 12; um rifle calibre 44 de repetição, e uma espingarda calibre 20. Todas as armas tinham munição. Foram também apresentadas seis bananas de dinamite encontradas no mesmo sítio.

A apresentação do material foi feita pelo subcomandante de Missões Especiais da PM, tenente coronel Simão Salim Júnior; pelo titular da Diretoria de Polícia Especializada da Polícia Civil, João Bosco Rodrigues, e pelos delegados da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) Ivanildo Santos e André Costa. Durante a operação, dois homens foram presos. Um deles é o dono do sítio, Eliseu Ferreira de Lima, 52 anos, que usava a propriedade como base de ações de quadrilha e para guardar as armas e munições. Carlos Eduardo é foragido da Justiça de Mato Grosso, onde tem mandado de prisão por envolvimento em um assalto a uma agência dos Correios em Sinop.

Segundo o delegado André Costa, titular da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB) e responsável pelas investigações, a mesma quadrilha já era investigada por envolvimento em uma tentativa de roubo a uma agência bancária em Nova Timboteua, no nordeste paraense. Ao todo, o bando tem seis integrantes, incluindo Carlos Eduardo, que veio do Mato Grosso especificamente para participar do assalto a banco no Pará. “Todos terão as prisões solicitadas à Justiça”, salientou, ao ressaltar que o grupo tem integrantes dos Estados do Pará, Maranhão e Tocantins. As investigações serão aprofundadas para apurar a origem do armamento.

Dentre o armamento apreendido, existem armas de uso permitido por lei, no caso, as espingardas, e de uso restrito às forças armadas, como os fuzis e submetralhadora. São armas de alto poder de fogo, que poderiam causar graves danos. Segundo o tenente coronel Simão Salim Junior, a Polícia Militar executa, desde 2011, a operação “Repreban”, que visa fazer repressão e prevenção de eventos relacionados a roubos a estabelecimentos bancários em todo Estado.

Por meio da operação, durante o trabalho de inteligência, as ações de quadrilhas de assaltantes de bancos são monitoradas. Quando é descoberta a articulação de algum grupo criminoso, é dado o alerta para que se façam ações táticas e barreiras de fiscalização nas estradas do interior, visando deter o bando armado.

A apreensão das armas e as prisões foram feitas pela Polícia Militar de Paragominas. A partir de denúncias anônimas, uma guarnição policial prendeu Carlos Eduardo e Eliseu de Lima. Os policiais receberam informações de que haveria um grupo de pessoas armadas em um sítio localizado na localidade do quilômetro 81, zona rural de Aurora do Pará. A guarnição de Paragominas foi ao local indicado, onde fez campana por toda madrugada, até que, por volta de 5 horas, foi feita abordagem na casa do sítio, onde foi encontrado Eliseu de Lima.

Na revista, as bananas de dinamites, geralmente usadas em explosões de caixas eletrônicos, foram encontradas. Ao ser questionado sobre os comparsas, Eliseu alegou que eles estariam na zona urbana de Mãe do Rio. Com base nas informações, a Polícia Militar manteve campana no local até prender Carlos Eduardo Ferreira, no momento em que ele chegava ao sítio, em uma caminhonete Fiat Strada branca. O papel dele, segundo o próprio preso, seria montar os explosivos. Os presos e o material apreendido foram levados para a Delegacia de Mãe do Rio. As apreensões foram encaminhadas para perícia. O caso foi comunicado à Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos para dar continuidade às investigações sobre a atuação da quadrilha no Pará.

(DOL com informações da Polícia Civil)

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