Ainda que a frequência de mortes no Estado do Pará seja escancarada todos os dias nas páginas dos jornais, os números oficiais mantidos pelo Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) assustam. Antes mesmo que o ano de 2013 termine, de janeiro ao final de outubro deste ano, 3.231 pessoas já perderam a vida, morreram vítimas de homicídios ou de latrocínios. Divididas pelo número de dias do período, o Pará chega à alarmante média de 10 pessoas mortas a cada dia. Sem que a grande incidência de mortes surpreenda, pela situação de insegurança presenciada no Estado também pelos policiais, para o Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol) os números apenas demonstram a realidade exposta para quem sai às ruas. “As mortes precisam, obrigatoriamente, ser notificadas e aí aparecem esses números que são, sim, muito preocupantes”, afirma o diretor social do Sindpol, José Pimentel. Como se não bastasse os altos números apresentados em 2013, a comparação com os registros do próprio Sisp nos anos de 2012 e 2011 demonstram que não houve diminuição no número de mortes, pelo contrário. Enquanto no ano de 2011 os números totais de homicídios e de latrocínios chegaram a 3.605, em 2012 o quantitativo subiu para 3.703. Se comparados os dez primeiros meses de 2012 e de 2013, o aumento no número de mortes também é significativo. De janeiro a outubro de 2012 foram registradas 2.941 mortes, enquanto no mesmo período de 2013 já são registradas 290 mortes a mais. “Não está havendo investimento em segurança. Como vai diminuir?”, questiona Pimentel. “Além de não oferecer solução, o governo ainda não admite que está falhando. A gente espera que, ao final de 2013, o número de mortes não ultrapasse o do ano passado, mas do jeito em que está, é bem provável que isso aconteça”. Com a insegurança chegando até mesmo aos que têm obrigação de zelar pra segurança da população, o Sindpol se preocupa com o cenário que os paraenses encontrarão no Estado daqui a algum tempo caso nada seja feito. Para além das 140 mortes cometidas contra cidadãos em decorrência de roubos – latrocínios - nos 10 primeiros meses de 2013, a categoria ainda precisa amargar o registro de 33 policiais mortos até a última semana. “Antes os bandidos tinham medo do policial. Hoje eles se unem e matar um policial se torna uma questão de honra pra eles”, acredita. “Em três anos de governo não teve uma solução para o caos que está. Esse é um governo falido! Hoje o Estado só dá valor quando morre um advogado, um juiz. Quem dera que dessem a mesma atenção para todos os cidadãos” A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) foi procurada para comentar o assunto mas, até o fechamento dessa edição, não se pronunciou. (Diário do Pará) |
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar