Os três assaltantes que durante um assalto frustrado na área do Comércio, na quinta-feira (07) mataram a sindicalista Feliciana Mota e balearam o sargento PM Antônio Hélio Borges jamais poderiam estar em liberdade em que pese a pouca idade. Os irmãos Davyson Fernando Correa Ferreira de 19 anos, Jhemison Ferreira Santos de 24 anos e Rodrigo Silva Sousa de 23 anos têm uma ficha criminal que daria inveja a qualquer integrante de facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. O DIÁRIO mergulhou nos arquivos criminais e nos procedimentos abertos no Tribunal de Justiça do Estado e descobriu a vida pregressa dos três suspeitos, que tinham como profissão roubar e matar quem ousasse atravessar em seus caminhos.
Jhemison Ferreira Santos era quem portava a pistola Ponto 40 usada para matar Feliciana Mora e balear o sargento Hélio. Ele já esteve preso pelo menos duas vezes, indiciado por assalto com reféns, sendo este o terceiro assalto com reféns e fugiu da Colônia Penal Heleno Fragoso no dia 19 de setembro deste ano.
Contra ele pesa a acusação de ter invadido a Delegacia da Cabanagem há dois anos, rendido uma investigadora da Polícia Civil e roubado a pistola Ponto 40 da policial e ainda passar a policial a sofrer vexames com uma arma engatilha contra boca.
Investigações levantadas pelo DIÁRIO também dão conta que em 2009 durante um assalto roubou um revólver calibre 38 de um policial militar também na área da Cabanagem e ainda tentar matar o policial disparando três vezes contra a vítima que por sorte não virou estatística. O criminoso ainda responde por roubo majorado na varas criminais de Capitão Poço no ano de 2009, Belém e Ananindeua no ano de 2012 além de um crime de formação de bando ou quadrilha em 2006.
VELHO CONHECIDO
O DIÁRIO acompanhou em janeiro de 2012 uma ação criminosa de Jhemison Ferreira Santos na época com 23 anos, e um adolescente de 17 anos. Eles fizeram reféns na avenida Independência em frente a invasão Nova Esperança uma mulher de 46 anos, o marido dela, o filho e mais dois funcionários.
A Rotam com o capitão Éricles negociou a soltura da refém. Para libertá-la, Jhemison, que apontava a arma contra a cabeça da vítima, exigiu a presença de uma equipe da RBATV e logo depois ele se rendeu. Na hora do assalto ele disse que era foragido da Colônia Penal. Não passou seis meses preso e novamente fugiu até ser preso após participar da morte da sindicalista Feliciana Mota.
Rodrigo Silva Sousa também possuia ficha. Ele é o suspeito que portava no assalto a pistola calibre 38 e também atirou contra a esposa e o militar durante a abordagem. Ele respondia na justiça por dois crimes de assalto e estava foragido do presídio Heleno Fragoso desde outubro de 2011 e também é acusado de ter matado um mototaxista. O que mais chama a atenção neste caso é a facilidade como criminosos de uma extirpe como a deles conseguem rapidamente passar do regime fechado para o semiaberto que acaba sendo a “porta da liberdade” para voltar à atividade criminosa.
DETALHES
No depoimento prestado na Divisão de Homicídios, cada bandido detalhou a sua participação no assalto a casas na área comercial. O plano do trio estava nas mãos de Davyson Fernando Correa Ferreira cujo papel era dar fuga na motocicleta após o assalto colocando o irmão Jhemison e Rodrigo em um táxi. As armas de grosso calibre estavam com Rodrigo e Jhemison e como deu errado o plano após “trombarem” com o sargento Hélio e a esposa que passavam pelo local e interviram no assalto, eles não pensaram duas vezes em atirar para matar.
A situação foi tão covarde que o sargento Hélio, embora estivesse portando sua arma uma pistola Ponto 40 não teve tempo de reagir e a arma foi encontrada dentro do carro do policial com 12 projéteis intactos. Todo o dinheiro do assalto foi encontrado com os marginais. Em uma mochila foi encontrado R$545,50 e com Rodrigo Silva a importância de R$1.105,00. O mais curioso estava por acontecer e acabou surpreendendo os policiais civis e militares.
Os três elementos foram revistados quando se renderam e quando chegaram à Divisão de Homicídios. Como estava ferido no tornozelo Davyson Fernando Correa Ferreira foi levado ao PSM da 14 de março onde foi medicado retornando para a conclusão do flagrante.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar