Quatro dias após o sargento da Polícia Militar Antônio Hélio Pereira Borges ser baleado e, dois dias depois, morrer, ao tentar impedir um assalto no centro comercial de Belém, outro sargento da PM foi vítima da violência na região metropolitana de Belém. Nivaldo da Paixão Rodrigues, sargento da reserva, sofreu uma tentativa de roubo na manhã de ontem, no conjunto Jardim Sideral. Na noite do último sábado (09), uma delegada da Polícia Civil também foi vítima da ação de criminosos: ela reagiu e conseguiu balear um dos assaltantes (leia mais na página 7). Estatísticas da violência são cruéis. Em 2013, 31 policiais militares foram assassinados no Estado.
Era por volta das 10h30 da manhã, o sargento Paixão seguia em sua motocicleta, uma CG 125, pela rua Esperantista quando recebeu a ordem para parar. Ao levantar as mãos em posição de “rendido”, o policial teve a arma carregada na cintura evidenciada recebendo quatro tiros.
“Eu só posso dizer que foi Deus mesmo. Eu caí e ele veio pra cima e atirou. Era pra ser uma execução, mas por intervenção divina, nenhum tiro pegou em mim. Foi só de raspão mesmo”, disse o militar apontando a perna levemente escoriada.
“Perninha”
De acordo com os policiais militares chamados ao local para atender a ocorrência, o suspeito de efetuar os disparos contra o sargento seria um homem identificado apenas como “Perninha”.Ele seria conhecido no local pela prática de assaltos. “Ele é acostumado a atuar nessa região, mas sempre consegue escapar. O perfil dele é de assaltante de motos. A informação que a gente tem é que por cada moto roubada, ele recebe uma arma e R$ 200 e repassa para comparsas do bairro da Cabanagem”, disse o cabo PM Evanildo Silva.
(Diário do Pará)
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