O corpo de um idoso foi encontrado dentro de casa, com sinais de espancamento, golpes de terçado e pé de cabra, que atingiram a cabeça da vítima. Jorge Ferreira Gomes, de 66 anos, que trabalhava como mecânico, foi assassinado na madrugada de ontem, na rua 5 de Abril com 7 de Setembro, em uma área conhecida como “Favelinha”, no bairro Icuí Guajará, em Ananindeua.
De acordo com o cabo Haroldo Quirino, da 2ª Companhia de Policiamento/ 6° Batalhão de Polícia Militar, o suspeito de cometer a execução seria um homem ao qual o idoso tinha dado abrigo, depois de conhecer em uma igreja. “O senhor era evangélico e ajudava as pessoas. O ‘Kakito’, principal suspeito, é ex-presidiário e estava frequentando a mesma igreja. Então, ele se aproveitou da boa fé da vítima, que vinha ajudando ele e roubou o dinheiro da aposentadoria que idoso tinha recebido e depois o matou”. Ainda segundo o PM, o corpo do idoso foi encontrado depois que uma pessoa foi ao local buscar um veículo. “A casa estava fechada. O homem bateu e ninguém respondeu. Então, os moradores resolveram arrombar a porta e o corpo foi encontrado na sala, debaixo de um colchão”.
Um parente da vítima, que não foi identificado, ressaltou que “Kakito” estava morando há uma semana com a vítima. “Eles se conheceram na igreja em Outeiro, onde esse homem morava. Para dar uma chance de o ex-presidiário se redimir, Jorge acolheu ele em casa e vinha ajudando, inclusive ensinando a mexer em carros”.
Segundo informações do delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, uma pessoa relatou ter ouvido uma discussão entre a vítima e “Kakito”. “Ouviram eles discutindo depois que o suspeito pediu dinheiro à vítima, que se negou a dar”.
O delegado ressaltou que “Kakito” é suspeito de cometer o latrocínio. “Ele executou o crime, jogou um colchão em cima do corpo para tentar esconder e foi embora na bicicleta da vítima. Ainda pela manhã, o “Kakito” voltou à casa para constatar se a vítima estava morta, deixou a bicicleta para que ninguém desconfiasse dele e fugiu”. O corpo da vítima foi periciado por uma equipe do CPC Renato Chaves e removido para o Instituto Médico Legal (IML).
(Diário do Pará)
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