A vítima consumia bebidas alcoólicas em um bar na Passagem Bom Jardim, bairro do Jurunas, em Belém, quando um suposto taxista chegou ao local e ambos tiveram uma discussão por motivos ainda desconhecidos. O taxista foi embora, mas minutos depois retornou ao mesmo bar não mais para discutir ou fazer as pazes, mas parar matar. Com uma arma de fogo, o criminoso ainda não identificado assassinou com dois tiros o eletricista William Pinto de Souza, de 30 anos, no final da noite da última segunda-feira (18).
O sargento PM Silva Dias que realizava rondas ostensivas juntamente do soldado PM Tony, da viatura 2029, da 4ª Companhia (Cia) / 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), informou que as causas da discussão que levou ao crime ainda não foram descobertas.
“Quando chegamos ao local do crime os moradores contaram que a vítima estava sentada no bar consumindo cervejas. Um taxista parou o carro no bar e ambos tiveram uma discussão e chegaram a brigar. Pouco depois da briga o taxista entrou no carro e foi embora. Logo ele voltou e efetuou pelo menos três disparos. Os motivos dessa briga ainda são desconhecidos”, falou.
Dezenas de pessoas foram ao local do homicídio para observar o corpo do eletricista, que segundo familiares, ele iria viajar na próxima sexta-feira (22) para o município de Altamira, onde iria trabalhar na construção da Usina de Belo Monte. Porém, apesar da “plateia”, a “lei do silêncio” impediu que maiores detalhes das circunstâncias do assassinato fossem repassados para a polícia.
“Aqui impera a ‘lei do silêncio’. Ninguém quer falar muita coisa sobre o caso. Só fomos informados que o taxista estava em um veículo Palio, modelo antigo, cor branca, usava um boné branco e teria o corpo franzino. Mas o nome dele ninguém quis dizer por medo de represálias”, finalizou o sargento PM Silva Dias.
Uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), comandada pelo delegado Eduardo Rollo, foi até a cena do assassinato para colher informações que pudessem auxiliar nos primeiros passos da investigação.
Os peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves realizaram o levantamento de local de crime e segundo o perito Jorge Lopes, a vítima foi atingida por dois tiros. “As testemunhas disseram que ouviram três tiros, mas encontramos duas lesões do corpo dele. Uma na cabeça e outra na perna direita. Os tiros não foram à queima roupa. Acredito que foram de uma distância mediana”, explicou.
O corpo de William de Souza foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). Até o final da madrugada de ontem a polícia ainda não havia tido informações sobre o paradeiro do suposto taxista criminoso e nem sobre a motivação do homicídio. Segundo a Polícia Civil, o caso já está sendo investigado.
(Diário do Pará)
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