A rebelião que deixou um detendo morto na noite de ontem em Americano durou cinco horas. Ao final das negociações, conduzidas pela juíza Emília Medeiros e o Choque da PM, o superintendente do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), Tenente-Coronel, André Cunha, informou que serão abertos dois inquéritos, um policial e outro administrativo. O segundo vai apurar a entrada, no presídio, da arma, uma pistola 6.35, que estava em poder dos detentos, com carregador municiado. Já o inquérito policial para apurar as causas do assassinato de “Arthurzinho”. “Acredito que foi por vingança uma vez que a vítima teria problemas com outros detentos”, informou Cunha.
A juíza Emília Medeiros, corregedora dos Presídidos da Região Metropolitana de Belém, disse que conversou com os detentos para saber a motivação da rebelião. Cunha informou que foi uma tentativa de fuga frustrada. Alguns deles, segundo a juíza, contaram que participaram porque queriam celeridade no julgamento dos processos. Questionaram que deveriam estar no regime semi-aberto. Segundo ela, porém, não foi esse o motivo porque dois mutirões foram realizados para adiantar os processos em atrasos.
(Diário do Pará)
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