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POLÍCIA

MP divulga nomes de policias presos em Paragominas

O delegado de polícia e superintendente Regional da Zona Guajarina, José Ricardo Batista de Oliveira, está entre os policiais civis presos na sexta-feira (29), após denúncia do Ministério Público do Estado pela prática dos crimes de corrupção passiva, ext

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O delegado de polícia e superintendente Regional da Zona Guajarina, José Ricardo Batista de Oliveira, está entre os policiais civis presos na sexta-feira (29), após denúncia do Ministério Público do Estado pela prática dos crimes de corrupção passiva, extorsão e formação de quadrilha. Os nomes foram divulgados na tarde deste sábado (30) pelo MPE.

Os outros envolvidos e também presos são os investigadores Paulo Henrique Silva Machado, Denlson José de Lima Carvalho, Marileno Alcântara Pereira (conhecido como “Leno”), Fábio Jardim Rodrigues e Durval Luís Paes Gondim.

A denúncia foi oferecida pelos promotores de Justiça Arnaldo Célio da Costa Azevedo, Marcela Christine Ferreira de Melo Castelo Branco e Ana Carolina Vilhena Gonçalves. Além do pedido de prisão preventiva dos acusados, o Ministério Público do Estado pediu também o afastamento cautelar do cargo dos seis envolvidos, com a suspensão de suas funções.

Os fatos apurados pelo MPE concluíram que os denunciados pediam dinheiro para não prenderem suas vítimas.

Segundo depoimentos, há casos de foragidos do sistema penal que, ao serem encontrados, tinham que pagar para não voltarem à prisão. Outro caso refere-se ao flagrante forjado de drogas, com os policiais solicitando dinheiro para não prenderem a vítima. Além disso, liberavam também pessoas flagradas traficando drogas, após pedirem certas quantias em dinheiro.

Nos casos relatados, os policiais conseguiram tirar de suas vítimas quantias que variavam de R$1 mil a R$10 mil, de acordo com a situação.

Para os promotores de Justiça do MPE, os denunciados atuavam com a finalidade de “obter ganho financeiro junto ao tráfico de drogas, recebendo, como se vê, elevadas quantias, para não prender traficantes e apreender drogas, e deixar o comércio de entorpecentes, legalmente proibido e moralmente abominável, se criar e prosperar na cidade de Paragominas, sendo que somente exercem suas obrigações legais quando determinada pessoa, envolvida com o tráfico, se nega ou não tem mais recursos para pagar a ‘parte’ deles no negócio ilícito”.

(DOL com informações do MPE/PA)

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