Um casal de estudantes viveu na pele o que é ser feito refém por uma quadrilha de marginais que sai às noites em Belém procurando bairros nobres no intuito de assaltar pessoas que, talvez pensando na Belém de outrora, quando se podia estacionar, conversar nas portas das residências, se tornam alvos fáceis para os ladrões.
O casal estava conversando no interior do veículo na avenida Bernal do Couto com a travessa Dom Romualdo Coelho quando foi surpreendido por quatro assaltantes, sendo três homens e uma mulher, que, empunhando uma arma, anunciou o assalto.
Eles ordenaram que o motorista e a companhia passassem para o banco de trás do veículo, iniciando então uma fuga do local, tendo logo que repassar seus bens, como carteira, relógios cordões e celulares. No entanto um anjo da guarda estava de plantão e viu a situação, acionando o Ciop através do telefone 190.
Para alívio do casal, uma viatura da PM com o sargento J. Edson e soldado Heraldo passou a perseguir o carro e, na Alcindo Cacela com a Boaventura, o veículo colidiu com um poste, estourando os pneus dianteiros. Mesmo assim, os assaltantes continuaram fugindo até a passagem Antonio Baena com a Diogo Móia, onde abandonaram o veículo, entrando em fuga.
Na tentativa de se proteger, Sanderson Pinheiro Farias, 26, morador do bairro da Pedreira, empunhando arma de fogo e correndo pela via pública, tomou como refém um cidadão que se encontrava em frente a uma residência, sendo feita a negociação, que durou meia hora.
Na apresentação do suspeito ao delegado Éden Bentes na Central de Flagrantes de São Brás, o sargento J. Edson, da 1ª Cia, viatura 0210 disse, ao fazer o cerco em Sanderson, que ele fez exigências para se render, dentre as quais a presença da imprensa, de sua mulher e água.
(Diário do Pará)
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