Um assalto planejado e audacioso levou terror a moradores de uma residência na ilha do Mosqueiro, na noite deste sábado (30). Odirley Reis da Silva, Marcio da Silva Duarte e Maria Heloísa de Souza Ramos, todos usando fardas da Polícia Federal, tocaram o terror até serem descobertos e presos. Uma mulher ficou mais de três horas refém de um deles.
A primeira vítima, um comerciante que pediu para não ser identificado, relatou ao delegado Álvaro Gomes, de plantão na Seccional Urbana do Mosqueiro, que mora no bairro do São Francisco e foi chamado, por meio de um telefonema, para voltar urgente a casa, pois havia “gente” dentro da casa.
Quando o comerciante chegou ao portão, acabou rendido por três assaltantes que faziam refém uma tia e, em seguida, foram roubados seus pertences pessoais e da casa. Porém, ao voltar para casa, o comerciante resolveu avisar um policial militar que conhece, comunicando que possivelmente a casa estava sendo assaltada.
“Em pouco tempo, nós escutamos barulho de sirenes e os elementos correram para os fundos da casa, pularam o muro e correram para o mato. Ainda ouvimos vários disparos de arma de fogo por parte deles. O caseiro que estava na esquina da rua percebeu que uma mulher e um homem saíam de dentro do mato, sendo presos”, disse o comerciante.
Estes dois foram identificados como Marcio da Silva Duarte e Maria Heloísa de Souza Ramos, que usava uma blusa com logotipo e emblema da Polícia Federal e o terceiro elemento do bando, identificado como Odirley Reis da Silva, acuado, acabou fazendo uma mulher refém por mais de três horas.
A sargento Luciana foi quem deu o primeiro combate na situação, juntamente com o tenente Hudson, oficial interativo da 16ª Aisp, e fez a apresentação do trio de assaltantes e a negociação eficaz a cargo do tenente Nelson, que por mais de três horas teve que esperar a chegada do advogado do suspeito para que ele se rendesse.
A ação policial com um cerco em toda área chamou a atenção de moradores e curiosos. Uma equipe do Comando de Operações Especiais de Belém foi enviada às pressas à ilha do Mosqueiro. Odirley Reis da Silva ameaçava a refém Ivone do Socorro Noronha, empunhando uma pistola, e somente se rendeu quando o advogado chegou.
A audácia do grupo foi tanta que eles trajavam camisas com a logo da Policia Federal e um boné, coletes à prova de bala, telefones celulares e um carro possivelmente roubado. Vizinhos do sítio assaltado disseram que a quadrilha tinha mais três elementos que conseguiram fugir do cerco policial, trajando camisas também com a logo da Polícia Federal.
Interrogados pelo delegado Álvaro Gomes, com a supervisão do diretor delegado Magno Costa, os assaltantes Odirley Reis da Silva, Marcio da Silva Duarte e Maria Heloísa de Souza Ramos, já devidamente orientados pelo advogado chamado para intermediar a crise, informaram que somente falariam em juízo.
Entre os assaltantes, o que chamou atenção foi a presença de Maria Heloísa de Souza Ramos, de 18 anos, moradora do bairro de Ananindeua, e que, segundo a polícia, pode estar envolvida em outros crimes juntamente com o bando que saiu de Belém para praticar o assalto em Mosqueiro.
Eles foram autuados em flagrante pelo crime de roubo qualificado, cárcere privado, tentativa de homicídio e formação de bando ou quadrilha. O DIÁRIO vai esperar o interrogatório deles na presença do juiz da comarca do Mosqueiro para saber mais sobre a quadrilha.
(Diário do Pará)
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