“E assim que se mata ladrão”. Está foi a ultima frase que Jailson Pantoja de Sousa, de 24 anos, morador de Icoaraci, ouviu quando o homem que o matou disparou uma rajada de tiros acertando sete projéteis pelo corpo da vítima, que caiu em frente a uma residência no conjunto Morada Nova I, próximo a Amazonex, em Icoaraci, distrito de Belém.
Levantamento feito pela equipe do sargento Machado com os cabos A. Costa e soldado Murilo dão conta que Jailson era acostumado a praticar assaltos na área e, por ser morador do local, conhecia todos os becos, facilitando sempre sua fuga quando algo dava errado.
Neste sábado (30), Jailson, segundo sua mãe, tinha saído para ir a uma casa que tinha às proximidades. “Foram me avisar lá em casa que tinham matado ele. Não foi por falta de conselhos”, lamentou a mãe, que sabia das coisas erradas que ele fazia.
Segundo informações levantadas pela equipe da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Lenoir Cunha, a vítima teria assaltado, menos de dez minutos antes de morrer, uma mulher com uma criança, inclusive chegando a disparar duas vezes, não acertando a criança.
O fato aconteceu na estrada Velha do Outeiro e, segundo os policias civis, algum justiceiro pode ter visto a “presepada” e seguiu de motocicleta Jailson. Quando este entrou na primeira rua do conjunto Morada Nova I, foi abordado, tentou correr, mas acabou atingindo com vários disparos de arma de fogo.
Questionada pelo DIÁRIO sobre a arma de fogo que Jailson Pantoja de Sousa usava nos assaltos, uma irmã dele confirmou o fato. No entanto, a arma não foi encontrada no local. “Eu sabia que ele tinha um revólver e saía sempre com ele na cintura”, disse a irmã.
Embora a “lei do silêncio” seja companheira inseparável da impunidade, uma testemunha aceitou conversar com o DIÁRIO, longe da cena do crime, relatando que o assassino de Jailson estava de motocicleta e, ao atirar contra Jailson, revistou a vítima, levando algumas coisas. “Ele baculejou o rapaz, mas não deu para ver o que ele levou dele”, disse a testemunha, que pediu para não ser identificada.
O perito Wamilton Albuquerque, do Instituto de Criminalística, encontrou sete perfurações de bala no corpo da vítima. O caso foi registrado na Seccional Urbana de Icoaraci e os levantamentos do delegado Lenoir Cunha irão subsidiar a abertura de inquérito policial para apurar quem matou Jailson.
(Diário do Pará)
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