Foi um final de semana sangrento na Região Metropolitana de Belém, que registrou pelo menos 13 mortes violentas de sexta-feira, 29, até o último domingo, 1. Para piorar a situação, os números do Sistema Integrado de Segurança Pública revelam que a quantidade de homicídios no Estado já é parecida – talvez até pior – que um cenário de guerra. De janeiro a outubro deste ano, foram 3.231 mortes violentas no Pará, segundo o Sisp. Isto equivale a 10,62 mortes por dia no Pará. O mês de agosto foi considerado o mais violento do ano, até então, pois fechou 364 homicídios.
O vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Pará, Gibson Silveira, estima que o número de mortes violentas no Estado já ultrapassa a casa dos 3.300 e que 2013 poderá encerrar como o mais violento dos últimos anos, caso as políticas de Segurança Pública não sejam reformuladas. Há expectativas de que este ano possa fechar com quatro mil mortes violentas.
“No último dia 30 fez um ano que um colega nosso foi assassinato em frente a universidade e o caso ainda está sob investigação. O problema é que hoje só se investiga crimes de repercussão”, ressaltou Gibson.
A Polícia Civil explica que os dados do Sisp não podem ser considerados como reais de imediato. Antes de serem divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), as ocorrências são checadas pela Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (SIAC), da própria Segup, que analisa cada Boletim de Ocorrência registrado nas Delegacias. Tal verificação implica na extração dos casos de homicídios, excluindo as duplicidades, além de se diferenciar os casos de homicídio doloso de homicídio culposo, bem como as ocorrências de suicídios ou de morte de causa natural, entre outros, que podem aparecer no Sisp como homicídio.
(Diário do Pará)
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