Neste fim de semana, a família da pequena Jamile Vitória Sousa Nunes, de apenas quatro anos, tem um motivo a mais para se angustiar. É que a criança morreu afogada nas águas caudalosas do rio Tocantins, quando submergiu neste domingo, no porto do Índio, folha 6, Nova Marabá.
Apesar de a criança estar acompanhada da mãe, Jaqueline Sousa Nunes, por um breve instante a criança de soltou da mãe, escorregou num barranco de argila e caiu dentro da água.
O local é bastante frequentado, considerado um dos principais pontos de lazer dos moradores. Apesar do movimento de pessoas se divertindo no momento que a jovem submergiu, não foi possível socorrer a criança.
A avó de Jamile, Maria Celeste da Silva, disse que o caso foi pura fatalidade e que é costume das crianças tomarem banho neste porto. Até então não houve registro de nenhuma criança morrendo afogada.
Nesta época do ano, o nível do rio está subindo e a correnteza é bastante forte. O corpo da criança só foi localizado na manhã desta segunda-feira e estava preso entre um saranzal.
Inclusive o morador João Guilhermino Gonçalves, o “Pancadinha”, de 72 anos, indicou o local provável onde o corpo da criança estava preso. Ele contou que, de fato, o local onde a criança escorregou estava bastante liso, o que a impediu de se manter em pé e acabou caindo no rio.
Contou ainda que no Porto dos Índios é grande a concentração de moradores da Folha 6, já que é uma das poucas áreas de diversão e lazer. Contudo, lembrou que poderia receber mais atenção das autoridades quanto às orientações de segurança.
A queixa, porém, ficou por conta da demora no que diz respeito às buscas ao corpo da pequena Jamile Nunes, que só foi localizado nesta segunda-feira, por populares.
A mãe da criança, de tão abalada que estava, não teve condições de se pronunciar a respeito do afogamento da única filha.
(Diário do Pará)
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