Anderson Gonçalves de Jesus, conhecido como "Thor", continua internado, sob proteção policial, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua. Ele é acusado de ter participado da tentativa de assalto que provocou o baleamento do delegado Rilmar Firmino, na madrugada do último domingo (1º).
O delegado geral da Polícia Civil do Pará teve alta médica no início da tarde desta terça-feira (3). O policial está em casa e passa bem.
“Agradeço, primeiramente, a Deus, aos colegas da corporação, às entidades de classe e à sociedade pelas orações e pelo apoio que tenho recebido neste momento. Também sou grato aos profissionais de imprensa pela seriedade com que têm tratado o caso. Obrigado a todos que torceram por mim”, disse Firmino. “Estou fora de perigo e, em breve, voltarei à ativa, pois minha alma de policial está no sangue”, frisou.
O delegado voltava da Delegacia Geral, após o término de uma ronda policial, quando foi abordado por três assaltantes, no cruzamento da Rua dos Mundurucus com a avenida Generalíssimo Deodoro. “O sinal estava vermelho, por isso, reduzi a marcha do veículo. Nesse momento, três elementos se aproximaram do carro e começaram atirar, sem que eu tivesse tido reação alguma. Imediatamente, peguei minha arma e disparei, atingindo um deles”, relatou.
“Minha reação e meu preparo policial foram imprescindíveis para minha sobrevivência, mas vale ressaltar que nenhum cidadão deve reagir de forma impulsiva, sem ter o devido preparo”, aconselhou. Após ser baleado, Rilmar Firmino conduziu o carro até o Pronto Socorro Municipal, no bairro do Umarizal, onde recebeu os primeiros atendimentos. Em seguida, foi transferido de ambulância ao Hospital Metropolitano, onde permaneceu internado durante quase três dias.
O delegado geral foi baleado por uma arma calibre 38, que atingiu o lado direito de seu abdômen. A bala ainda está alojada no local, pois, segundo ele, os médicos optaram por não retirá-la.
PRESOS
Além de Anderson, já estão presos os outros participantes do crime: Edvan Luan dos Santos Reis, 18 anos, o "célebro", e Brenda Mayara Brito de Oliveira.
(DOL com informações da Agência Pará)
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