Famílias que não querem que seus filhos sejam cooptados por traficantes estão tendo a consciência, ao notarem movimentação estranha em possíveis “bocas de fumo”, de denunciar à Polícia Militar e o resultado é sempre os denunciados na cadeia.
Foi assim que a equipe do aspirante Arthur Peter, do 1º BPM, 4ª Cia, 10ª Aisp, em ronda pelo bairro do Pantanal com o cabo M. André e soldado Francyelson Campos. Quando eles passavam pela rua Fé em Deus, por trás do estádio Edgar Proença, o “Mangueirão”, bairro do Bengui, receberam uma denúncia de populares que, às proximidades dali, tinha um homem fabricando e vendendo entorpecente, inclusive forneceram o endereço em que ele se encontrava e suas características.
De posse da denúncia, os policiais se deslocaram para o ponto indicado pelos populares. Ao entrarem em uma casa em construção, perceberam dois homens saindo correndo pelo quintal da casa e os perseguiram. Porém, somente um deles foi capturado e identificado como Robert Charles Dias dos Santos, vulgo “OB”.
Dentro da casa, foram encontradas 32 petecas confeccionadas em pedaços de plástico transparente contendo uma substância pastosa branca e mais um saco plástico transparente contendo uma substância pastosa de cor branca, pesando (117,40g). Submetidas a exame no IML, ficou constatado tratar-se da substância química benzoilmetilecgonina, vulgarmente conhecida como cocaína.
Diante da materialização do crime, o aspirante Arthur Peter deu voz de prisão a “OB” e o conduziu junto com a droga apreendida ao delegado Arnaldo Mendes, plantonista da Seccional Urbana da Marambaia, que diante dos fatos e da confirmação através do laudo de constatação da droga, fornecido pelo Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, determinou a lavratura do auto de prisão em flagrante delito do indiciado.
Ouvido pelo DIÁRIO nas dependências da 4ª Cia, Robert Charles Dias dos Santos, que se disse ajudante de pedreiro, negou que estivesse traficando. “Eu tava apenas fumando uma massa”, disse. Mas diante do delegado Arnaldo Mendes resolveu confessar que já tinha fabricado e vendido boa quantidade da droga apreendida e que ainda tinha em seu poder 32 sacos plásticos transparentes e mais uma quantidade de pasta em outro saco plástico contendo “cocaína da pura”.
“OB” disse que no bairro do Bengui “a malandragem gosta do pó e a venda da droga é rápida e fácil, sendo o lucro garantido” e que “jogava solto no pedaço”, porém foi denunciado “por concorrentes covardes e fracassados”, sendo preso por um oficial da PM.
(Diário do Pará)
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