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POLÍCIA

Adolescente é morto enquanto empinava pipa

Dois homens em uma “motocicleta fantasma” encurralaram e executaram, com pelo menos três tiros, o adolescente Carlos Santos da Silva de 16 anos conhecido como “Bolo” quando este empinava uma “pipa” na passagem Monte Sinai no Guamá. O crime aconteceu em p

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Dois homens em uma “motocicleta fantasma” encurralaram e executaram, com pelo menos três tiros, o adolescente Carlos Santos da Silva de 16 anos conhecido como “Bolo” quando este empinava uma “pipa” na passagem Monte Sinai no Guamá.

O crime aconteceu em plena tarde desta quarta-feira (18). Passava das 16h quando populares viram os motoqueiros assassinos se aproximando onde estava o menor distraído empinando uma pipa como fazia todas as tardes na passagem Monte Sinai, bem próximo da casa onde morava.

Uma testemunha disse ao DIÁRIO que “Bolo” percebeu a chegada dos assassinos e ainda tentou correr, entrando em um beco sem saída, mas foi alcançado e executado com vários tiros .

O pai do menor estava trabalhando em uma casa bem ao lado do crime e apenas ouviu os disparos. Quando saiu para ver o que estava acontecendo, encontrou o corpo do filho já sem vida estendido no meio do “beco” e envolto em uma poça de sangue.

A viatura 9933 do cabo Edmilson da 5ª AISP foi a primeira a chegar ao local e já encontrou “Bolo” sem vida. O cabo Filho, da viatura 2016, chegou no apoio isolando a área até a chegada de uma equipe do Instituto de Criminalística e da Divisão de Homicídios, com o delegado Glauco Nascimento, que fez o levantamento de local de crime na tentativa de encontrar evidências que levem aos assassinos.

Dezenas de curiosos cercaram o corpo para acompanhar o trabalho da perícia e as opiniões que divergiam com relação ao adolescente. Uma moradora disse que o mesmo tinha uma vida agitada envolvida no meio do crime no bairro do Guamá e a sua morte já era esperada.

Enquanto o serviço de perícia realizava o trabalho na passagem Monte Sinai, uma tia do menor chegou aos prantos ao local do crime reconhecendo o corpo do sobrinho. Ela disse ao DIÁRIO que “Bolo” estava regenerado e cobrou justiça pela sua morte.

A mulher, transtornada, se maldizia pelo triste fim do sobrinho. “Ele já foi errado, mas agora estava mudado. Ele era uma criança. Estão matando nossas crianças”, lamentava a tia informando que a mãe do menor não teve coragem de ver o corpo do filho.

O pai foi levado para a Seccional Urbana do Guamá pelo delegado Antônio Duarte, onde registrou ocorrência. Para policiais militares e civis que investigam execuções nos bairros do Guamá e Terra Firme, os assassinos são profissionais na arte de atirar e já se investiga a participação de um grupo de extermínio que estaria agindo praticando uma “limpeza” nos bairros.

Os peritos do Instituto de Criminalística encontraram três perfurações de bala, que atingiram a cabeça e o peito da vítima, que morreu com uma linha de “pipa” enrolada nas mãos.

(Diário do Pará)

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