Dezenas de amigos e familiares se despediram, nesta sexta-feira (27), de três pessoas de uma única família, que morreram tragicamente em acidente na última quinta-feira (26), na PA-150, nordeste do Estado. O velório dos corpos dos pastores José Maurício Santos e Cleide Brito Santos e do filho mais novo, Rafael Santos, aconteceu durante todo o dia de ontem, na sede estadual da Igreja Quadrangular, no bairro da Pedreira, em Belém. O enterro acontece hoje de manhã, em um cemitério particular, em Marituba.
A vinda para Belém era o próximo plano deles. Encontrar com familiares deixados há seis anos na capital, era tudo o que eles pretendiam, como sempre faziam nesta época. Este ano, foi a primeira vez que eles participaram do natal em Marabá, cidade onde moravam atualmente devido ao compromisso na liderança de uma igreja naquela cidade e pretendiam, dessa vez, acompanhar o Ano-Novo na capital.
As mortes provocadas por uma colisão entre dois veículos no trecho entre os municípios de Tailândia e Moju comoveram toda a comunidade evangélica. Líderes evangélicos há mais de 15 anos, eles eram queridos por todos e as boas lembranças marcaram a despedida, com fotos da trajetória e culto em homenagem a eles, feito na tarde de ontem, pelo presidente da Quadrangular no Estado, o pastor Josué Bengston.
“Trabalhei com ele na igreja no bairro da Terra Firme durante mais de 10 anos. Ele não foi apenas um pastor, foi também um pai. Sempre me ofereceu ombro amigo e palavras de conforto quando eu mais precisei”. “A esposa era tão querida quanto ele. Estive junto dela no mesmo período. Eles eram uma benção de Deus. Uma perda muito grande”, comenta Georgete Oliveira, amiga.
Segundo a mãe de Maurício, a idosa Raimunda Santos, ele havia dito a ela por telefone no dia 25 que estaria neste final de semana para passar o Reveillon. “Disse para eu esperar que no ano estaria com a gente”. Raimunda estava conformada com a perda do terceiro de seis filhos, a nora e um dos netos, e diz que nesse momento de dor só há um conforto. “A força vem de Deus, sei que é Ele quem nos dá”, afirma.
Uma das irmãs do pastor, Lúcia Santos, contou que Maurício e Cleide sempre estiveram juntos desde muito jovens. Se conheceram na infância, namoraram ainda na adolescência, se casaram e tiveram dois rapazes. O mais velho foi o único que escapou do acidente.
Em Marabá, o irmão morava há seis anos e ocupava o cargo de superintendente regional daquela igreja. “Ele era acostumado a viajar nas estradas do sul do Pará. Acredito que ele foi fazer uma ultrapassagem, mas como chovia naquela tarde, o carro deslizou e ele não conseguiu mais voltar”, disse. “O que fica é a saudade”.
Os corpos chegaram a Belém para serem velados no início da tarde. Dezenas de membros da igreja de vários bairros por onde o casal passou, inclusive uma caravana de Marabá, participaram do velório. Hoje de manhã, os três serão enterrados no mesmo cemitério, em Marituba.
(Diário do Pará)
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