O ano começa como terminou. O trânsito não para de fazer vítimas. Depois do acidente que tirou a vida de uma mulher por volta das 22 horas do dia 31 e da colisão que vitimou quatro pessoas da mesma família, às 17 h do dia 1. Ontem, mais uma tragédia foi registrada. Dessa vez, um ônibus interrompeu a vida de uma garota de 13 anos.
Era por volta da 10h20 da manhã. Segundo testemunhas, a adolescente Leilane Cristine da Cunha Silva saía de um açougue na rua Oswaldo Cruz, bairro Águas Lindas, Ananindeua quando acabou sendo atingida por um coletivo que fazia a linha Águas Lindas/Presidente Vargas. Quem presenciou o atropelamento diz que o motorista, Walter Monteiro de Oliveira, não teria visto a menina cruzar a frente do veículo de bicicleta. O adesivo afixado na parte frontal do ônibus com o itinerário a ser realizado teria impedido a visão do condutor que foi alertado pela gritaria dos passageiros.
“Ele realmente não viu a menina e não teve culpa. Não vinha com velocidade nem nada. Tinha acabado de sair da parada de ônibus quando aconteceu o acidente. Muito nervoso, ele deixou o local e deve ser apresentar logo, logo na delegacia do Júlia Seffer”, informou o soldado Eron Valente, do motopatrulhamento do 6º Batalhão. Um princípio de tumulto formado no local fez com que o condutor do veículo optasse por deixar o local. Ele teria ido até a garagem da empresa e depois seguiria até a delegacia onde o caso foi registrado.
O acidente chamou a atenção de curiosos que rapidamente cercaram o corpo da menina. Parte dos cabelos dela foram arrancados com o impacto. A bicicleta ficou presa embaixo do ônibus.
“Foi rápido. Ele [o motorista] parou para pegar alguns passageiros e depois foi saindo, quando eu vi já foi a confusão. Não posso julgar aqui, mas o motorista não me pareceu ter culpa mesmo. Tanto é que não chegou a andar 20 metros”, analisou um dos vizinhos, seu Luís Carlos Braz que conversava com um amigo no momento do atropelamento.
“Eu estava no trabalho quando me avisaram. Era minha sobrinha. Não sei o que estava fazendo”, disse o tio da garota, Carlos André da Cunha. Os pais de Leilane também estiveram no local, mas saíram momentos depois para registrar a ocorrência na delegacia.
(Diário do Pará)
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