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POLÍCIA

Ananindeua: assassinado no “niver” da cidade

“É uma vergonha para a prefeitura de Ananindeua!”, desabafou uma mulher que puxava com uma das mãos a sua filha pequena, enquanto ia embora do “maior aniversário de todos os tempos” - slogan referente à comemoração dos 70 anos do município de Ananindeua -

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“É uma vergonha para a prefeitura de Ananindeua!”, desabafou uma mulher que puxava com uma das mãos a sua filha pequena, enquanto ia embora do “maior aniversário de todos os tempos” - slogan referente à comemoração dos 70 anos do município de Ananindeua - na noite da última sexta-feira (3). Além das diversas brigas e furtos, aparentemente o principal motivo da declaração de revolta da mulher foi um homicídio ocorrido durante a celebração e pelo menos 300 metros do palco e do camarote do evento.

Rennan Ribeiro de Sales, de 18 anos, foi assassinado com um tiro no peito, no início da apresentação da atração principal da “festa”, em plena Avenida Dom Vicente Zico - antiga Arterial 18 - bairro da Cidade Nova IV, no meio da multidão, por volta de meia-noite. Mesmo com o cadáver estirado na pista, as comemorações não foram interrompidas.

De acordo com informações da polícia, antes de ser morta, a vítima teria se envolvido em uma das várias confusões e brigas ocorridas durante a realização do evento. Segundo o cabo PM Jesus, do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o motivo do crime ainda não foi descoberto.

“Fomos informados que ele se envolveu em uma briga com alguém aqui na festa. Em seguida o criminoso efetuou dois disparos, sendo que um atingiu o rapaz. Ele ainda correu, mas acabou caindo aqui na beira da pista. Ainda não sabemos o motivo do crime. Só fomos informados que a vítima seria do Loteamento Nova Esperança, no bairro do 40 Horas. O autor dos disparos fugiu e ninguém soube informar o seu paradeiro”, disse.

Investigadores da Polícia Civil, pertencentes à Seccional Urbana da Cidade Nova e Divisão de Homicídios (DH), além da delegada Maria Cristina Esteves, foram ao local do crime, que estava devidamente isolado, e recolheram informações de testemunhas do assassinato para dar início às investigações.

O SHOW NÃO PAROU

A permanência da apresentação do cantor nacional e grande parte da população indiferente com o crime chamaram a atenção da polícia. Os peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves realizaram o levantamento de local de crime ouvindo explosões de fogos de artifício, coros da plateia eufórica e escutando músicas ao vivo.

Conforme o perito Vamilton Albuquerque, a vítima foi alvejada com um único disparo, que atingiu a região do lado esquerdo do tórax. Testemunhas disseram que Rennan ainda chegou a ficar agonizando no chão, mas acabou morrendo antes mesmo de receber socorro médico.

Após os procedimentos, o corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado na Seccional Urbana da Cidade Nova que deverá investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima não teria antecedentes criminais.

A reportagem do DIÁRIO procurou a coordenação do evento, após o encerramento do “maior aniversário de todos os tempos”, mas ninguém foi localizado para comentar sobre o assunto.

(Diário do Pará)

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