Um crime como as dezenas que ocorrem nos fins de semana na Região Metropolitana de Belém com a marca certa da impunidade. Um homem foi encontrado morto na rua do Pantanal por trás do campo do Urubu, no bairro do Curuçambá, em Ananindeua. Amândio Júnior Lopes Sodré, de 36 anos, foi executado com tiros e pauladas no início da noite de sábado (4) sem que ninguém, nem mesmo os familiares que estavam na casa, tivesse escutado ou percebido alguma coisa em que pese a vítima ainda ter tentado se Os policiais militares cabo M. Silva e soldado Josimar foram enviados para o local depois que uma ligação ao Centro Integrado de Operações repassou a ocorrência, informando que um homem teria sido morto na rua do Pantanal e que os policiais informassem os motivos. O cabo M. Silva, ao chegar ao local do crime, tomou como primeira medida isolar o corpo com o intuito de preservar as possíveis evidências e material utilizado no crime, como dois pedaços de perna-manca. O primeiro levantamento da equipe da viatura 0622 deu conta que Amândio Júnior Lopes Sodré seria viciado em drogas, mas trabalhava fazendo pequenos “bicos” como pedreiro. “Isto pode ser típico de ‘acerto de contas’ por dívida com tráfico”, resumiu o cabo M. Silva. O DIÁRIO acompanhou com exclusividade os levantamentos policiais e conversou com familiares de Amândio Júnior Lopes Sodré, que pareciam estar conformados com a situação, lamentando apenas a morte da vítima, que estava em frente à casa dela quando o assassino chegou. Um dos familiares disse que ele estava com a companheira e, quando esta se ausentou para dentro da casa, deve ter acontecido o crime. “Quando ela voltou, já o encontrou caído desse jeito aí”, balbuciou um parente, que não informou os motivos do crime. A área onde ocorreu o homicídio é considerada “vermelha”, com altos índices de assaltos, tráfico de drogas e homicídios e, devido a esta incidência, nenhuma testemunha quer se comprometer. “Quem fala aqui tem o mesmo destino dele”, resmungou um dos moradores da rua Pantanal. Uma equipe do Instituto de Criminalística com as peritas Luiza e Ivaneide fez um detalhado levantamento de local de crime, enumerando os locais onde a vítima foi atingida pelos disparos, bem como a agressão por material resistente no caso da perna-manca. |
(Diário do Pará)
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