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POLÍCIA

Assalto, perseguição, acidente e reféns na BR-316

Uma cena cinematográfica viveram motoristas e pedestres que passavam pela rodovia BR-316 na noite de sábado (4). Após tomarem de assalto um ônibus lotado de passageiros, três bandidos foram visualizados por uma viatura da Polícia Militar, iniciando uma pe

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Uma cena cinematográfica viveram motoristas e pedestres que passavam pela rodovia BR-316 na noite de sábado (4). Após tomarem de assalto um ônibus lotado de passageiros, três bandidos foram visualizados por uma viatura da Polícia Militar, iniciando uma perseguição de seis quilômetros que terminou com uma viatura danificada, tiros disparados, baleamento e quarenta passageiros reféns no km-05 após o ônibus ser interceptado.

O DIÁRIO acompanhou com exclusividade a detenção de José Rodrigo Vieira do Nascimento de 19 anos, Daniel Serrão de Lima de 23 anos e Ben Hur da Cruz Santana Junior, de 18 anos réus confessos no assalto que provocou pânico, na mais perigosa rodovia do Pará.
Uma das vítimas aceitou conversar com o DIÁRIO detalhando os momentos dramáticos que viveram dentro do coletivo da Vialoc que fazia a linha Marituba/Cerâmica na noite deste sábado. A testemunha relata que ao passar em frente a um shopping no Entroncamento três elementos adentraram no coletivo como passageiros normais, passando a catraca e antes de chegar no viaduto do Coqueiro um deles armado com uma pistola anunciou o assalto.

“Ele colocou a arma na cabeça do motorista e disse que queria somente os pertences dos passageiros que foram recolhidos pelos dois comparsas e quando mandou que o motorista entrasse em um ramal os bandidos perceberam que estavam sendo seguidos por uma viatura da PM mandaram o motorista acelerar” revelou a vítima.

A partir desse ponto a cena foi registrada pela equipe do DIÁRIO. O motorista com a arma na cabeça foi obrigado pelos assaltantes a retornar em frente ao hospital Anita Gerosa em Ananindeua, desta feita sendo seguido por pelos menos dez viaturas fazendo o percurso ao contrário, pois diziam ao motorista que subisse o viaduto do Coqueiro.

No Km-07 uma viatura da Polícia Militar acabou fechada pelo ônibus cujo motorista era obrigada a dirigir perigosamente e um dos policiais conseguiu se aproximar e disparar contra os pneus do ônibus que “arriados” teve que parar sendo cercado neste momento por mais de vinte viaturas que vieram em “apoio” à situação.

O cabo Satan da 19ªAISP/3ªCIA/ 6ºBPM foi quem iniciou a perseguição e a breve negociação sendo posteriormente substituído pela sargento C. Rocha e com a presença do DIÁRIO e da RBA/TV, os assaltantes logo se renderam uma vez que um deles estava baleado.

O cabo Satan disse que toda operação foi realizada dentro dos padrões e ensinamentos da corporação em casas de crises dessa natureza. “Eles estavam nervosos e pediram logo os coletes e a imprensa. E um deles manuseando a pistola de maneira irregular acabou disparando contra o próprio pé” informou o cabo Satan.

Confissões irritam vítimas

Antes de serem apresentados a delegada Josileide Quadros Assayag na Central de Flagrantes na Cidade Nova os três assaltantes tiveram uma conversa reservada e longa com o DIÁRIO detalhando com uma riqueza de informações todo o assalto. Daniel Serrão de Lima de 23 anos conhecido como “Dezinho” era quem portava a pistola 380 municiada. Morador do bairro da Guanabara ele contou que convidou os parceiros Bem Hur e José Rodrigo o “Kiko” para assaltar ônibus que param em frente ao Castanheira. “Dezinho” é considerado perigoso e acabou provando do próprio veneno. “Eu tava com ela engatilhada e apertei no gatilho que pegou no meu pé” disse Dezinho.

Ele informou que comprou a arma por R$800 e segundo os policiais os mesmos eram acostumados diariamente assaltar ônibus no percurso e saltar próximo as entradas do bairro da Guanabara onde todos residiam.

Ben Hur da Cruz Santana Junior de 18 anos não mediu palavras para conversar com nossa equipe. Considerado na gíria policial como “boca mole” Bem Hur contou a história do assalto, no entanto a sua missão era recolher os bens dos passageiros, só que desta vez deu errado e ele vai pegar a primeira “cana” na maior idade.

José Rodrigo Viera do Nascimento de 19 anos ratificou o que disse os “colegas” do assalto e assim os três foram autuados pela delegada Josileide Quadros Assayag por assalto, cárcere privado, disparo de arma de fogo e devem ficar dependendo da justiça um bom tempo fora de circulação.

(Diário do Pará)

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