A carreira criminosa dele teria começado aos dez anos. Segundo a polícia, a morte dele teria relação com o tráfico de drogas. Quando ainda era criança, o adolescente de 14 anos começou a praticar seus crimes como assaltos e furtos. Em pouco tempo entrou no mundo perigoso do tráfico de drogas, onde começou a usar e a vender entorpecentes. A “saída” desse caminho sem volta e trágico foi no final da noite da última segunda-feira (6), após ser assassinado com quatro tiros, em um crime com características de “execução”, na Passagem São Benedito, bairro do Barreiro, em Belém.
Segundo informações de testemunhas, um homem que estava em uma bicicleta, que ainda não foi localizado e identificado, desceu da bicicleta, saiu caminhando até a direção da vítima, sacou uma arma de fogo e efetuou quatro tiros.
Todos os disparos atingiram o adolescente que ainda teria tentado correr para dentro de uma vila, para salvar a própria vida, mas a tentativa foi frustrada. Conforme relatos, o criminoso subiu de volta na bicicleta e fugiu sem pressa, como se nada tivesse acontecido.Os familiares e amigos da vítima ainda carregaram o corpo dele para a pista, na tentativa de buscar socorro, mas ele morreu no local.
O cabo PM Walter da viatura 0106, da 1ª Companhia (Cia) / 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), disse que o jovem morto era extremamente perigoso e já teria cometido diversos assaltos nos bairros do Barreiro e Sacramenta, desde quando ainda era criança.
“Ele vendia drogas, era viciado, cometia assaltos, desde os dez anos, já havia sido baleado em uma troca de tiros com a polícia, era novo, mas bastante perigoso. Desta vez, segundo informações, ele estava com uma droga de um traficante aqui do Barreiro e esta droga sumiu. Como ele não teve como pagar, o traficante veio cobrar a dívida”, disse.
Ainda conforme a polícia, a vítima já teria sido apreendida três vezes na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). A mãe do jovem, Elizabeth Ferreira, de 57 anos, lamentou a morte do filho caçula, mas também disse estar aliviada.
“Não foi por falta de conselhos. A gente conversava com ele, mas nunca nos deu ouvidos. Ele só queria saber das más amizades. Não estudava, não fazia nada da vida. Só fumava maconha, vendia drogas, se metia em assaltos. Ele preferiu ficar ao lado dessas pessoas ao invés da família. Agora eu me sinto mais aliviada porque acabou o meu sofrimento e o dele também”, falou.
A Polícia Civil, através da Divisão de Homicídios (DH), esteve no local do assassinato e recolheu as informações necessárias para dar início às investigações. Uma equipe da perícia criminal do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, por baixo de uma fina chuva que caía por volta das 2h de ontem, realizou o levantamento de local e informou que a vítima foi alvejada com quatro tiros, sendo dois na região do peito e um em cada braço.
O corpo dele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado na Seccional Urbana da Sacramenta. Até o final da madrugada de ontem, o suspeito do crime ainda não havia sido localizado e nem identificado pela polícia.
(Diário do Pará)
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