Moradores da rua do Fio com a rua do Iesp no município de Marituba Região Metropolitana de Belém se surpreenderam com um tiroteio com mais de trinta disparos que deixou um saldo de dois mortos e uma adolescente baleada gravemente. Ninguém sabia explicar o extremo da violência, mas depois de conversar com alguns moradores as informações começaram a fluir. As vítimas, os irmãos Jeferson Farias da Silva de 19 anos e Jeferson Farias da Silva de 27 anos, foram executados com mais de 20 tiros e uma adolescente de 15 anos, que seria companheira de um deles, baleada gravemente. Um dos vizinhos, que pediu para não ser identificado disse que ouviu os disparos que duraram mais de cinco minutos provocando um pânico generalizado na vila onde os irmãos estavam e na rua com muita gente que passava tentando se proteger do tiroteio. Segundo as informações dos soldados PMs Jean e Madson, que chegaram ao local da ocorrência, as duas vítimas eram conhecidos da polícia e considerados “matadores do tráfico” e com passagens pela polícia e o crime pode estar ligado com alguma vingança ou mesmo, supostamente, “acerto de contas” do tráfico de drogas. “Eles andavam armados e pelo que se observou eles também trocaram tiros com os assassinos que estavam em número maior e bem armados” informou o soldado Jean que encontrou no palco do crime cápsulas de pistolas ponto 40, 380 e munições de revólveres calibre 22 e 38. Testemunhas disseram que os assassinos eram três e estavam em um carro com placas não anotadas. Outras pessoas disseram que uma motocicleta dava apoio na fuga e tão logo cessou o tiroteio eles fugiram tomando o rumo da rodovia BR-316. Uma adolescente de 15 anos, que seria companheira de Jeferson Farias da Silva, também foi baleada várias vezes e ainda com vida foi levada para a Unidade de Urgência e Emergência de Marituba e depois transferida para o Hospital Metropolitano em Ananindeua. “Eles vieram pra ‘fazer’ todo mundo que estava nesta casa e como o local não tem pra onde fugir e possivelmente eles não esperavam a ação ousada dos assassinos a reação deles foi quase nada, mas entre eles tinha gente armada”, informou uma testemunha que passava pela rua do Fio na hora do crime. O crime chamou atenção de dezenas de pessoas, mas como sempre a “lei do silêncio” impediu uma apuração mais detalhada por parte das equipes da Polícia Militar que estiveram atendendo a ocorrência. Uma equipe da Divisão de Homicídios esteve no local fazendo o levantamento de local de crime. O Instituto de Criminalística fez perícia e remoção dos corpos e o caso registrado na Seccional Urbana de Marituba. |
(Diário do Pará)
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