Os mais de 320 detentos do Centro de Recuperação Regional de Tucuruí (CRRT), realizaram, nesta quarta-feira (22), uma grande manifestação cobrando providências urgentes pela situação caótica que atravessa o CRRT.
De acordo com os presos, a população carcerária que triplicou nos últimos três anos e, para piorar, há três dias foi suspenso o fornecimento de alimentos e água potável.
Enquanto os internos, tanto do regime fechado como do semiaberto realizavam uma manifestação com gritos, queima de colchões e apitaço, os familiares estavam do lado de fora do centro, apoiando o protesto e denunciando a perseguição imposta pelo atual diretor, o Ten. Cel. Melo.
Segundo os detentos, a manifestação era para alertar as autoridades dos possíveis “motins” que poderão ocorrer caso os problemas não sejam solucionados.
“Água potável é inexistente. Até tem um bebedouro, mas há muito tempo está quebrado, não gela a água e encontra-se dando choque”, contou o parente de um dos presos, que preferiu não ser identificado.
“Passamos a ser maltratadas no momento de nossas visitas, em função de afirmarmos na rebelião passada, quando o diretor Melo ainda estava de férias, que nós, mulheres dos detentos, somos assediadas moralmente e até sexualmente”, declarou outra parente de preso no CRRT.
“Esperamos que o Secretário de Segurança do Estado tome providências urgentes, porque sabemos que nossos familiares internos não estão presos sem terem infringido as leis, mas não são animais para serem tratados desta forma. Se houver novamente uma rebelião no CRRT, a culpa será única e exclusiva do diretor o Ten. Cel. da PM Melo”, completou.
O diretor do Centro de Recuperação Regional de Tucuruí (CRRT) Ten. Cel. PM Melo foi procurado para esclarecimentos sobre as denúndias dos detentos e dos familiares, mas se recusou a atender a imprensa.
(DOL com informações de Wellington Hugles/Diário do Pará)
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