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POLÍCIA

Medo toma conta do Guamá

A insegurança tem sido um dos maiores problemas do bairro mais populoso de Belém, o Guamá. Os constantes casos de violência urbana, como assaltos, homicídios, assaltos com refém e tráfico de drogas têm tirado o sono dos cerca de 200 mil moradores do bairr

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A insegurança tem sido um dos maiores problemas do bairro mais populoso de Belém, o Guamá. Os constantes casos de violência urbana, como assaltos, homicídios, assaltos com refém e tráfico de drogas têm tirado o sono dos cerca de 200 mil moradores do bairro. Na verdade, essa situação faz do Guamá um dos bairros mais violentos da cidade.

Somente nesta semana, entre segunda e quinta feira, a reportagem do DIÁRIO divulgou quatro homicídios, todos com requintes de crueldade e com características de acerto de contas ligados ao tráfico de drogas, além de um assalto com refém, em que o suspeito agiu dentro de uma igreja evangélica, em plena luz do dia.

Esse quadro preocupa os moradores de bem do Guamá. Eles, que são as maiores vítimas da violência, afirmam que não existe hora para os bandidos agirem. “Aqui no nosso ponto de moto táxi a gente já viu muito assalto, e até assassinato. Um dia desses fui deixar um passageiro e quando chegamos no local onde ele falou, fui assaltado e por sorte ele não levou minha moto”, declarou Diego Gomes, 28 anos, mototaxista.

As empresas de ônibus que atendem à população do Guamá também sofrem com a ação dos bandidos. Motoristas e cobradores das linhas Guamá Ver-O-Peso e Canudos Tucunduba já perderam a conta de quantas vezes foram assaltados e afirmam que, a partir das 18h, precisam mudar o ponto do final da linha dos ônibus, localizado na avenida Tucunduba, para uma área mais segura do bairro.

“Temos um amigo que sofreu tanto assalto aqui que ficou traumatizado e está de licença médica”, revela Edson Gaia, 38 anos, fiscal.

Insegurança

Em nota, a assessoria da Polícia Militar disse que tem feito policiamento no Guamá com viaturas e motocicletas em caráter permanente, além de operações realizadas regularmente envolvendo a fiscalização geral e a abordagem a pessoas e veículos. No entanto, a população continua no clima de insegurança. “Não temos segurança no Guamá. Nem a polícia dá jeito na bandidagem do bairro, que é tão comum por aqui”, resume Carlos Silva, 46, feirante.

(Diário do Pará)

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