Cinco pessoas acusadas de envolvimento na morte de uma criança de nove anos, em junho de 2012, tiveram a liberdade provisória negada nesta segunda-feira (27). O crime aconteceu no município de Soure, localizado na ilha do Marajó.
Segundo o processo, a criança faleceu em consequência de um suposto ritual de cura e descarrego promovido pela própria família, no qual a vítima foi submetida a um banho de ervas misturado a substâncias tóxicas, entre elas o amoníaco. Reações químicas na mistura teriam provocado queimaduras no corpo da criança, o que causou sua morte.
Ao apreciar o pedido, a desembargadora Vera Araújo de Souza não vislumbrou falta de fundamentação na decisão de primeiro grau que negou pedido de liberdade provisória aos acusados, lembrando que os réus Maria Auxiliadora dos Santos, Edileuza Mamede Felipe, Jurandir Santos dos Santos, Carlos Edinelson Augusto Santos Silva e Maurício Augusto Santos Silva reponderam ao processo presos e apenas aguardam julgamento. A relatora negou o pedido, sendo acompanhada à unanimidade.
(DOL com informações do TJPA)
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