Os processos dos detentos do Centro de Recuperação Regional de Tucuruí (CRRT) serão analisados pela Justiça. A juíza Cintia Beltrão e promotor Francisco Charles comprometeram-se a verificar quais detentos têm direito à liberação por cumprimento da pena, que estejam em condições de progredir de regime ou tenham processos com excesso de prazo. Na manhã desta terça-feira (28), os presos fizeram um motim no CRRT.
>> Galeria: presos fazem motim em Tucuruí
De acordo com a Susipe (Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará), além da revisão dos processos, o problema de lotação pode será solucionado com a inauguração de novas unidades prisionais, previstas ainda para este semestre. Atualmente, o CRRT custodia 248 internos em regime fechado, enquanto que a capacidade do local é para 120 detentos.

Celulares e estoques encontrados nas celas (Foto: Wellington Hugles/Diário do Pará)
Sobre as denúncias dos presos e de familiares, que reclamam da suspensão do fornecimento de alimentos e água potável, a Susipe nega a informação.
Quanto a entrada de medicamentos por familiares, a Superintendência explica que o procedimento é proibido e somente o departamento médico do sistema penitenciário pode liberar remédios para o presos.
O motim durou cerca de oito horas e um agente prisional foi mantido refém.
(DOL)
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