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POLÍCIA

Acusados de matar cadeirante pegam 45 anos

Presidido pelo juiz titular da Vara de Violência Doméstica e da Nona Vara de Marabá, Murilo Lemos Simão, aconteceu nesta segunda-feira (27) o julgamento de dois acusados de homicídio. Acertaram as contas com a Justiça, Moisés Freitas Franco e Rômulo Ara

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Presidido pelo juiz titular da Vara de Violência Doméstica e da Nona Vara de Marabá, Murilo Lemos Simão, aconteceu nesta segunda-feira (27) o julgamento de dois acusados de homicídio.
Acertaram as contas com a Justiça, Moisés Freitas Franco e Rômulo Araújo Feitosa, acusados de matar a tiros o cadeirante Alexandre Silva Gama e atirado em uma criança de apenas um ano e oito meses de idade.
O crime aconteceu no dia 24 de junho de 2012, no bairro Francisco Coelho, Marabá Pioneira, tendo como pano de fundo, rixa por conta do tráfico de drogas.
A promotora Hygéia Valente de Souza Magalhães defendeu a tese de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Enquanto os defensores públicos Walter Augusto Barreto Teixeira e Gisele Vieira Brasil Batista adotaram a tese de negativa de autoria.
Após horas de debate e oitivas de testemunhas, o júri, composto de seis mulheres e um homem, se convenceu de que apenas o acusado Moisés Freitas Franco foi o responsável pelo crime e acabou condenado a 45 anos de prisão em regime fechado.
A pena imposta pelo juiz Murilo Santos ficou assim definida: pelo homicídio ele deve cumprir pena de 28 anos e pela tentativa, outros 17 anos, perfazendo 45 anos de prisão em regime fechado.
Segundo o que foi apurado na época do crime, na verdade os tiros seriam para outros dois acusados, um adolescente de 17 anos e Kayppe Jardim Siqueira, que, inclusive, depuseram contra os acusados e confirmaram que de fato escaparam de morrer.
A vítima, antes de ter morrido, sofreu outros dois atentados, tendo, inclusive ficado paraplégica por conta de um dos atentados e, aparentemente, não saía de casa em função desta deficiência, sendo alvo fácil para os matadores.
A quando do crime, os dois acusados teriam chegado em um carro Corsa e efetuado os tiros, sendo que os dois “alvos”, o adolescente e Kayppe saltaram muros e acabaram se livrando das balas, ficando pra trás a vítima que não teve a menor chance de se defender.
Inclusive, a qualificadora que impediu a defesa foi bastante utilizada pela promotora, o que certamente contribuiu para convencer os jurados da culpabilidade do acusado.

(Diário do Pará)

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