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POLÍCIA

Polícia ainda não localizou assaltantes

Um bando armado invadiu o município de Viseu, explodiu duas agências bancárias, recolheu todo o dinheiro, que ainda está sendo contabilizado, e deixou a população em pânico, na madrugada de ontem. Após a ação, os bandidos saíram dando tiros pelas ruas da

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Um bando armado invadiu o município de Viseu, explodiu duas agências bancárias, recolheu todo o dinheiro, que ainda está sendo contabilizado, e deixou a população em pânico, na madrugada de ontem. Após a ação, os bandidos saíram dando tiros pelas ruas da cidade para intimidar a população, em seguida abandonaram os veículos utilizados para o roubo, na BR-308, e fugiram para a mata.

Durante a fuga, os ladrões abandonaram e incendiaram um automóvel Palio e depois uma picape Blaser, para então fugirem mata adentro, onde estão sendo procurados pelos homens do grupamento de selva da Polícia Militar.

A ação começou por volta de 1h, quando, segundo o superintendente da Polícia Civil na região bragantina, delegado Augusto Damasceno, 15 bandidos enfrentaram sem sucesso o quartel da Polícia Militar e posteriormente a Delegacia de Polícia Civil, de onde saíram trocando tiros com os agentes das instituições. A essa altura, a população do centro de Viseu acordou e ficou em polvorosa, enquanto os bandidos disparavam tiros pelas principais ruas da cidade, deixando os moradores acuados em suas residências. Em meio à essa confusão, os bandidos rumaram para as agências do Banco do Brasil e do Banco do Estado do Pará, nas quais atiraram explosivos, que resultou na destruição de parte das duas instalações, possibilitando o roubo de todo o dinheiro contido nos caixas eletrônicos de todas duas.

Enquanto o bando efetuava o roubo, a Delegacia de Polícia Civil acionou reforço do COE, GTE, ROTAN, Tático, além de homens da Polícia Civil enviados de Bragança, Capanema, Santa Luzia do Pará e Cachoeira do Piriá. Entretanto, antes da chegada do reforço, o bando conseguiu escapar pela BR-308, onde foi abandonado primeiramente um Fiat Palio, que ficou atravessado no meio na pista, pegando fogo, propositalmente ateado pelos bandidos no automóvel.

População ficou em pânico e desolada

Em seguida, os bandidos fizerem o mesmo com outro veículo utilizado para o assalto, uma picape Blaser, também deixada em chamas no meio da rodovia federal. Livre dos veículos, o bando adentrou a mata, que fica às margens da estrada, durante a madrugada. Durante todo o dia, as buscas foram intensas tanto na mata como no rio Gurupi, contando com o empenho de cerca de 50 policiais equipados com uma lancha e um helicóptero. “Trata-se de uma área muito extensa. Tanto a mata como o rio são áreas muito grandes, entretanto, estamos empenhados e apostamos no sucesso das buscas que terão continuidade ao amanhecer”, disse o delegado Augusto Damasceno.

Enquanto os policiais faziam as buscas durante o dia e os gerentes avaliavam os prejuízos que ainda não foram concluídos até o final da tarde de ontem, os moradores de Viseu viveram um dia atípico, no qual poucos comércios tiveram as portas abertas, assim como as residências, mantidas como se a qualquer momento fosse acontecer um novo infortúnio.

Os marginais deixaram várias pistas de que haviam planejado tudo, inclusive a fuga. Ao invés de tomarem a estrada principal de acesso a Viseu, eles entraram em um ramal. Logo na primeira ponte, colocaram o automóvel Fiat em cima e tocaram fogo, para impedir que os carros da Polícia passassem.

No outro veículo, os assaltantes foram até onde se formam duas vicinais. No início delas, tocaram fogo também na picape. Uma vicinal dá acesso para a cidade de Cachoeira do Piriá, onde passa a rodovia BR-316. A outra vicinal dá acesso a um porto no rio Gurupi, por onde, de embarcação se chega ao Estado do Maranhão com rapidez.

Boa parte da população de Viseu estava toda nas ruas, ontem, abalada com a audácia dos bandidos. Vários moradores acordaram com as explosões. Além disso, os marginais davam tiros programados, em vários pontos da cidade, bem como os disparos contra a delegacia e o alojamento da PM, deram mais espanto na cidade. “Tivemos um dia de desolo e trauma. A cidade ficou em clima de velório e ao mesmo tempo na expectativa da polícia prender os bandidos. Enfim, foi um dia que a cidade parou, não deu para trabalhar normalmente depois de tudo o que aconteceu”, concluiu o funcionário público Michel Oliveira, 30 anos, morador de Viseu.

Depois da fuga dos bandidos, os moradores se concentraram na frente das duas agências, assim como em motos, a pé, ou de bicicleta, acompanhavam a Polícia, dentro da cidade, e, os de moto, passaram a seguir a PM, na estrada de acesso.

Na manhã de ontem, quando os PMs acharam os carros queimados pelos bandidos, alguns moradores que foram até a vicinal, encontraram uma bomba ali deixada pelos assaltantes. Era de fabricação caseira, com um estopim e pesava aproximadamente dois quilos.

Foram dezenas delas, que os ladrões colocaram nas agências, para a explosão dos cofres. Devido ao impacto das explosões, algumas casas próximas da agência, tiveram vidraças quebradas, forros abalados.

Um prédio em obras, ao lado da agência do Banco do Brasil, e onde vai funcionar uma UPA, teve todo o forro e parte do teto, destruído, assim como suas vidraças recentemente colocadas. Casas diversas nas ruas, tiveram suas paredes atingidas por tiros disparados pelos bandidos, a maioria com escopetas. a delegacia, usaram até uma metralhadora.

Quadrilhas organizadas promovem “terror” em cidades do interior paraense

Não é de hoje que quadrilhas especializadas nesse tipo de crime promovem o pânico e testam o esquema de segurança policial que é oferecido ao interior do estado. Se na capital e nas cidades mais próximas os assaltos são constantes, nas demais regiões há um verdadeiro rastro de destruição e provas concretas de que os bandos estão mais organizados do que nosso sistema de segurança pública. A mais recente ação cinematográfica foi registrada no dia 20 de dezembro de 2013, na cidade de São Domingos do Capim.

Terror, desespero e ousadia marcaram a madrugada daquele dia na cidade, localizada na região nordeste do estado. Uma quadrilha armada explodiu a agência do Banco do Brasil e roubou mais de um milhão de reais, dinheiro que seria usado para pagar o 13º do funcionalismo público. Para atingir o plano perfeito, o bando ainda rendeu os policiais em suas bases e os ameaçou de morte.

Dividido em três grupos, o bando formado por 15 homens cercaram toda área do banco. Um tratava de estourar a agência bancária com explosivos, e os outros dois tinham a missão de conter os policiais. Os dois grupos foram então para o destacamento da Polícia Militar, onde estavam seis policiais e para a delegacia, que tinha de plantão uma delegada e dois investigadores. A quadrilha agiu de forma truculenta e já chegou atirando nas duas bases da polícia.

Os disparos atingiram as viaturas da PM. Os policiais mesmo em menor número tentavam conter a ação criminosa. Na delegacia, os bandidos dispararam rajadas de metralhadora na parede e gritavam “Vamos matar todo mundo, se aparecer alguém”. Os policiais tiveram que se proteger no chão das bombas de efeito moral que também foram jogadas.

“Foi horrível! Ficamos nos protegendo, enquanto os tiros eram disparados em nossa direção. Apesar disso, consegui pedir reforço para a Superintendência”, contou na ocasião a delegada Nilde Rosa à reportagem do DIÁRIO.

Com os policiais encurralados o restante da quadrilha destruiu os vidros da entrada da agência com mais rajadas de metralhadoras. Em seguida foram para os fundos do banco, onde colocaram explosivos e detonaram não só o cofre, mas também toda agência bancária. De longe, os policiais viram o bando fugir com aproximadamente R$ 1,4 mil.

Bancos instalados em prédios públicos se tornaram os alvos dos bandidos em Belém

Segundo o Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, em apenas cinco dias o Banpará foi o alvo de dois assaltos a bancos no Pará em 2014, e ambos na Região Metropolitana de Belém. O primeiro deles ocorreu no dia 24, na agência da BR-316, em Ananindeua. E o segundo foi registrado na manhã da última terça-feira (28), no posto que funciona no prédio da Secretaria de Estado de Educação, na Rodovia Augusto Montenegro, em Belém.

Nos dois casos foi praticada a chamada modalidade do “sapatinho”, quando o bancário é feito refém em sua própria casa, juntamente com seus familiares, até que a quadrilha em ação concretize o roubo à unidade bancária.

No caso da agência da BR- 316, essa mesma unidade foi assaltada em 29 de novembro do ano passado, também na modalidade do “sapatinho”, o que faz com que o medo permeie o dia a dia dos bancários e bancárias da referida agência.

Já no assalto na Seduc, o que chama atenção é que o fato ocorreu a poucos metros do Palácio dos Despachos do Governador do Estado, local que teoricamente deveria ser um dos mais seguros da área.

“Temos sido incansáveis na luta por mais segurança pública e bancária em nosso Estado, já procuramos o Governo por diversas vezes para propor alternativas ao combate à violência bancária, mas nada é encaminhado”, critica o diretor do Sindicato e membro do Comitê de Segurança Bancária da Fetec-CN, Sandro Mattos.

“Também temos proposto reiteradas vezes ao Banpará que a posse das chaves das agências não fique sob posse do bancário, e sim de empresas especializadas em segurança, exatamente para combater o crime do ‘sapatinho’, que deixa marcas profundas na vida do bancário e de seus familiares quando vítimas de uma prática tão cruel como essa”, destaca a diretora do Sindicato e funcionária do Banpará, Érica Fabíola. (Com informações do site do Sindicato dos Bancários PA/AP).

Em 2013, 39 assaltos a banco foram registrados em todo o estado do Pará

Mal terminou o primeiro mês de 2014, e os índices de assaltos a bancos já despertam atenção. Na madrugada de quinta-feira, 30 de janeiro, as agências bancárias do Banco do Brasil e do Banpará, no município de Viseu, nordeste do Pará, foram assaltadas por uma quadrilha que explodiu os caixas eletrônicos.

O crime ocorreu por volta de 1h. Os criminosos, que conseguiram fugir, trocaram tiros com a polícia. De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim, em 2012 foram feitas em todo o estado 101 ocorrências de tentativas de assalto a bancos. Sendo 36 consumados e 15 tentativas. Ano passado, as ocorrências caíram para 52, porém aumentou para 39 o número de assaltos efetivados, com 13 tentativas.

Rosalina Amorim diz que não há segurança nas agências do interior nem da capital por falta de investimentos pelos proprietários dos bancos e do governo.

“No geral a gente atribui essa situação por questão de necessidade de investimento de segurança nas agências. Mais investimentos em equipamentos de segurança, como filmagem externa, que os bancos ainda não colocaram. Investimento também por parte do poder público. No interior do estado, o contingente de policiais é muito pequeno frente ao número de assaltos’’.

(Diário do Pará)

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