Quem trabalha na Feira do Açaí, localizada no bairro do Jurunas, em Belém, sofre com os constantes assaltos cometidos a embarcações e aos próprios vendedores que atuam no local. O último caso registrado foi na noite da última quinta-feira (30), quando dois adolescentes assaltaram um barco na Feira do Açaí. Na fuga, os dois foram baleados por uma pessoa que trocou tiros com os infratores.
O mototaxista Edivaldo Bastos, que passava pelo local e não tinha relação com a situação, também foi atingido com um tiro. Um dos assaltantes fugiu e o outro, de 17 anos, foi socorrido junto de Edivaldo para o Pronto- Socorro do Guamá.
De acordo com informações do cabo PM Gurjão, da viatura 2010, da 2ª Companhia (Cia)/20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a dupla de infratores assaltou uma embarcação vinda do município de Moju, nordeste paraense, que trazia açaí para ser vendido na capital.
“Os dois estavam armados e anunciaram um assalto quando o barco chegou ao porto. Eles levaram documentos, dinheiro, aparelhos celulares, roupas e vários pertences. Quando os dois fugiam, eles foram surpreendidos por uma pessoa que estava em um carro de cor prata, que trocou tiros com ambos. Durante o tiroteio, um mototaxista, que não tinha nada a ver com a situação, foi atingido com um tiro no rosto”, disse.
Conforme informações do policial, tanto o mototaxista quanto o adolescente infrator, ainda na madrugada de ontem apresentavam o quadro de saúde estável. O mototaxista Edivaldo seria transferido para um hospital particular para retirar a bala alojada no rosto.
As vítimas prestaram depoimento na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), onde o caso foi registrado. O infrator que foi baleado e socorrido, após receber alta, seria encaminhado para prestar esclarecimentos. Segundo a polícia, ele já teria passagens por homicídios e assaltos.
INSEGURANÇA E ASSALTOS
A reportagem do DIÁRIO foi até a Feira do Açaí, no Jurunas, e conversou com algumas das pessoas que trabalham durante a noite e a madrugada. Para eles, que não terão seus nomes revelados por motivo de segurança, o que falta é policiamento no local.
“Aqui a gente sofre com muitos assaltos, a bandidagem não respeita nem mesmo os clientes que param aqui pra tomar um café. Quem chega de barco aí tem medo porque muitos já foram roubados. Eles (bandidos) ficam escondidos e quando veem a embarcação atracar no porto invadem e assaltam todo mundo”, denunciou uma das pessoas.
BASE DA PM FECHADA
Uma base de Destacamento Especial de Policiamento Comunitário da Polícia Militar, que fica logo à frente do porto e ao lado do Complexo de Abastecimento do Jurunas, estava completamente fechada quando a reportagem esteve no local.
Conforme declarações de um taxista, não são todos os dias que ficam policiais militares de plantão na base. “Tem alguns policiais que ficam aí e nos dão todo o apoio necessário, mas são só eles que ficam. Mas nos dias que eles não estão trabalhando, que estão de folga, não fica um PM sequer para fazer a segurança dessa área e a base fica toda fechada, como vocês podem ver”, contou.
PM ESCLARECE
A Polícia Militar, através de sua Assessoria de Comunicação Social divulgou a seguinte nota de esclarecimento sobre o assunto: “O policiamento no bairro do Jurunas é realizado, além de pontos de policiamento a pé, como é a área citada, com cobertura por meio de rondas com viaturas e motocicletas, em caráter permanente (24h).
Durante toda a semana, a PM tem realizado várias operações tipo barreira, com fiscalização a veículos e pessoas e as ações denominadas “saturação”, com ocupação do terreno.
Ao final da semana, operações integradas, com apoio de outros órgãos estaduais, do município e órgãos parceiros, potencializam a fiscalização”.
(Diário do Pará)
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