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POLÍCIA

Discussão seria motivo para a execução de operário

O operário Breno Barata dos Santos, 27 anos, foi assassinado na porta de sua casa, anteontem à noite, no Distrito Industrial de Ananindeua, por dois homens que estavam de moto, tendo fugido logo depois do delito. O condutor da moto não estava de capacete

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O operário Breno Barata dos Santos, 27 anos, foi assassinado na porta de sua casa, anteontem à noite, no Distrito Industrial de Ananindeua, por dois homens que estavam de moto, tendo fugido logo depois do delito. O condutor da moto não estava de capacete e foi visto por um vizinho da vítima, que vai fornecer dados para a confecção de retrato falado dele.

O rapaz foi atingido com três tiros e chegou a ser socorrido para o Hospital Metropolitano, onde não resistiu e morreu.

O homicídio, rotulado pela polícia como uma execução, está sendo investigado pelo delegado Armando Mourão e sua equipe, da Seccional Ananindeua.

Mourão já ouviu a família do rapaz, principalmente um irmão dele, e o padrasto, que contaram em depoimento que Breno teve uma discussão no seu local de trabalho, uma empresa que beneficia fibra de coco. A discussão foi com um encarregado que seria filho de um dirigente da firma. Houve troca de ofensas.

Os insultos ditos por Breno, teriam ofendido o tal encarregado e ele demitiu o jovem.

Apesar da família não ter obtido muitos detalhes da discussão, a Polícia já levanta a hipótese de que tenha sido esse o motivo para a morte do rapaz, já que ele não possuía inimigos e nenhuma outra motivação, segundo a família, principalmente o irmão, para ser assassinado: “Meu irmão era pessoa de bem. Não se envolvia com o crime, não tinha vícios” .

Em decorrência da suspeita levantada, ontem mesmo o delegado Armando Mourão mandou chamar os dirigentes da empresa onde Breno trabalhava, para ouví-los.

Foi o proprietário da firma quem atendeu o delegado, indo acompanhado de uma advogada.

Joaquim, como se identificou, colocou-se à disposição da Polícia para facilitar as investigações e disse que desconhecia algum entrevero envolvendo funcionários, mas iria procurar apurar a denúncia.

Mourão disse que é mais um caso difícil de ser apurado, mas que espera esclarecer o crime em pouco tempo, punindo os criminosos.

(Diário do Pará)

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