A Polícia tem fortes indícios que levam a crer que o acusado de ser assaltante, Francivaldo Reis Portela, 20 anos, morto em troca de tiros com a Polícia Militar de Parauapebas, integrava a facção criminosa Primeiro Comando de Marabá (PCDM).
O acusado foi morto após cometer um latrocínio, cuja vítima foi o comerciante José Gilberto da Silva, 64 anos, assassinado pelo acusado quando tentava defender um filho dele.
Francivaldo Portela, juntamente com outros comparsas, invadiram o comércio da vítima, situado avenida Inglaterra, bairro Novo Horizonte, onde pretendiam fazer um assalto. O plano deu errado, graças um adolescente, filho do comerciante, que ao perceber o roubo, saiu em desabalada carreira para o meio da avenida, sendo que o assaltante, Francivaldo Portela correu para tentar impedir o jovem.
Neste momento, o comerciante saiu para defender o filho e se atracou com o assaltante. Houve luta corporal, sendo que Francivaldo conseguiu se desvencilhar do comerciante e atirou duas vezes na cabeça da vítima.
Após o assassinato e percebendo que o roubo não daria certo, o assaltante fugiu com os comparsas em um Fiat Stilo, placa de São Paulo, que teria sido roubado três dias antes do assalto.
Neste ínterim, segundo fontes confiáveis da Polícia, o assalto já havia sido denunciado à Polícia Militar que a esta altura já montava um cerco e uma perseguição aos acusados que culminou com uma troca de tiros e a morte do assaltante.
Em Marabá, fontes seguras da Polícia garantiram que o acusado, de fato integrava esta facção criminosa, o PCDM, que está em fase embrionária e tem como área de atuação o próprio município e Parauapebas.
Teria sido este mesmo acusado, que em outubro de 2010, tentou matar o sargento Gilson Bezerra, do Grupo Tático Operacional. O militar reagiu e atingiu o acusado, que foi apreendido e ficou pouco tempo internado no Ciam. O crime teria sido a mando de traficantes insatisfeitos com o trabalho do policial.
A investigação no caso do latrocínio em Parauapebas segue sob o comando do delegado Thiago Carneiro no sentido de tentar identificar outros acusados, que para o policial são especialistas em roubar comerciantes na região.
Fontes seguras confirmaram ainda que existe sim o PCDM e que dois assaltantes mortos em refrega com o GTO, no dia 21 de janeiro, na Folha 17, integravam esta facção criminosa.
Naquela ocasião, morreram os assaltantes: Magno Rodrigues Fernandes e Warlen Rodrigues da Silva, o “Nego Drama” e foram presos o ex-presidiário Cleovandir Rodrigues Pinto, 41, Fernando de Sousa Brito, 28 anos, foragido da Comarca de Dom Eliseu e Renan Araújo Nascimento, o Renanzinho 25, foragido do Crama.
(Diário do Pará)
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