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POLÍCIA

Acidente completa 2 anos e autor continua impune

Nesta quarta-feira (12) completam dois anos que a estudante Rayoingreth Nascimento Silva, de 17 anos, foi morta vítima de atropelamento na rua Gentil Bittencourt, esquina da Generalíssimo Deodoro, no bairro de Nazaré, em Belém. O autor do acidente, o advo

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Nesta quarta-feira (12) completam dois anos que a estudante Rayoingreth Nascimento Silva, de 17 anos, foi morta vítima de atropelamento na rua Gentil Bittencourt, esquina da Generalíssimo Deodoro, no bairro de Nazaré, em Belém. O autor do acidente, o advogado Pedro Augusto da Silva Caxiado, dirigia um veículo com velocidade acima do permitido para o local. Com sintomas de embriaguez, segundo testemunhas, Pedro perdeu o controle do veículo que se chocou contra um contêiner e este veio a atingir a jovem que caminhava junto com um amigo, Fabrício da Silva Pereira. Com o impacto do container contra os dois Rayoingreth faleceu na hora e o rapaz ficou gravemente ferido.

>> Assista ao vídeo: Advogado atropela e mata uma jovem em Nazaré

De acordo com informações de uma amiga da família da vítima, o caso resultou em três ações contra Pedro Caxiado. A primeira ação é criminal e foi movida pelo Ministério Público, chegando a tramitar até meados de dezembro do ano passado na Vara da Infância e Juventude, quando a juíza responsável pelo processo pediu redistribuição alegando ser incompetente para julgar o caso.

Inconformado com a morte da filha e com a impunidade do autor do crime, Raimundo Castro Silva só soube da existência de uma ação criminal, e que uma audiência chegou a ser marcada pelo TJE, quando contratou o advogado Antônio Epifânio Rodrigues para dar entrada em uma ação cível de indenização por danos morais e materiais, que atualmente tramita na 13ª Vara Cível de Belém.

“A ação é apenas uma forma de garantir que não haja impunidade por que nada vai trazer a nossa filha de volta. Ela tinha muitos sonhos e esse rapaz acabou com eles nos causando uma dor que nunca vai passar”, afirma. A ação de conciliação na 13ª Vara Cível de Belém está agendada para o próximo dia 2 de abril.

Na 7ª Vara Cível de Belém tramita uma terceira ação contra Pedro Augusto Caxiado, esta movida por Fabrício da Silva Pereira, amigo de infância de Rayoingreth e que na noite da morte dela estava junto com a jovem e também foi atingido pelo contêiner ficando gravemente ferido. Fabrício ficou com várias cicatrizes pelo corpo, além da dor de ter perdido a amiga.

“A Rayo não vai voltar, mas a justiça precisa ser feita para que outras vítimas da imprudência no trânsito não sejam feitas sem que os culpados sejam punidos”, afirma o rapaz que mesmo depois de dois anos não superou as perdas e os danos do acidente.

A audiência entre Fabrício e Pedro Caxiado na 7ª Vara Cível de Belém será no dia 12 de agosto.

(DOL)

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