Vários moradores da rua Universal, bairro da Terra Firme, passaram o dia de ontem assustados. Uma multidão de formou assim que alguns tiros foram disparados em plena luz do dia. Ao olhar pela janela, Suelen Costa só viu uma pessoa estendida no chão. Era o vendedor de gás Maycon Jonatan de Souza Lobato, 29, que poderia ter sido atraído para a morte.
As informações de possíveis testemunhas repassadas à polícia apontam para uma única pessoa que estava montada em uma bicicleta como o assassino, que por volta das 10h, estaria aguardando o momento certo para agir. Além disso, o atirador não teria sido reconhecido, já que nenhuma das pessoas que o viram revelou a identidade dele.
A vítima recebeu uma ligação denunciando que estariam invadindo a residência de um dos seus familiares localizada naquela rua, próximo a avenida Perimetral. Ao chegar no endereço, Maycon foi abordado de forma covarde, por trás, e recebeu quatro tiros, todos na cabeça. Talvez, ele não teria tido sequer tempo de ver o criminoso. O atirador efetuou os disparos, e em seguida fugiu.
Maycon foi encontrado caído já sem vida à beira da sarjeta. Ele estava apenas de bermuda. Dentro de um dos bolsos da vítima, o aparelho telefônico foi encaminhado para perícia.
Com exclusividade, o DIÁRIO presenciou o desespero de familiares do vendedor de gás. A esposa e a sogra estavam inconformadas, elas não acreditavam no que estavam vendo. “Por que, meu Deus? Porquê?”, gritava a companheira. Apesar de nenhum parente ter conversado com a reportagem, a polícia informou que familiares teriam confirmado que a vítima teve passagem pela polícia, mas não informaram qual delito teria cometido. Para as autoridades policiais, o crime pode ter sido motivado por uma dívida antiga que não foi quitada.
“Não teve discussão. O criminoso chegou de bicicleta, atirou e foi embora. Características de ‘acerto de contas’”, comentou o delegado Dauriedson Bentes da Silva, da Divisão de Homicídios. Policiais militares do 20º Batalhão também estiveram no local.
O crime mobilizou vários populares, inclusive crianças presenciaram todo o trabalho dos peritos criminalísticos.
(Diário do Pará)
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