Por volta das 5h de sábado (15), moradores do conjunto Tapajós, no bairro do Tapanã, tiveram a atenção despertada por uma mulher que escalou e pulou um muro que separava o conjunto de uma invasão, gritando na rua pedindo por socorro. Ela estava com as mãos no pescoço e a 50 metros de um posto avançado da Polícia Militar caiu já agonizando, dentro de uma vala. Os policiais que estavam de plantão foram checar a situação e se depararam já com a mulher morta.
O cabo PM R. Filho saiu correndo para prestar socorro à vítima, mas ao chegar constatou que a mesma já estava inerte, com um golpe profundo na altura do pescoço, o que atingiu a jugular. Os policiais perceberam que alguém apontava em direção à avenida Augusto Montenegro. O cabo pediu apoiou, pegou uma viatura e foi atrás do local indicado e ainda conseguiu dar voz de prisão ao principal acusado do crime.
Já preso, o suspeito disse ao militar. “Se coloque no meu lugar, se um homem que vem sendo enganado não faria o mesmo”. Segundo o PM, ele teria ingerido bebida alcoólica. O homem ficou na base da polícia e o cabo Estácio, junto com uma equipe, foi até o local onde o casal morava. Lá, eles encontraram duas meninas com 7 e 10 anos, que são filhas do casal.
Elas contaram que os dois discutiram, travaram luta corporal, quando o pai dela pegou uma pequena faca pontiaguda e passou no pescoço da mãe. Perdendo bastante sangue, ela ainda teve forças para sair dali correndo. Ele ainda foi atrás da mulher, apenas para confirmar se a companheira havia morrido.
Depois ele foi conduzido para a Seccional de Icoaraci para ser confeccionado o flagrante por homicídio, por razões fúteis. A vítima chamava-se Mônica Gabriela Magalhães Damazia, de 27 anos, e o acusado foi identificado como Carlos Renato da Silva Santiago, de 30 anos.
(Diário do Pará)
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