A vítima passeava com a namorada na rua Barão de Mamoré, no bairro do Guamá, quando foi surpreendida por um carro de cor branca, que já estaria perseguindo o casal. Em um dado momento, um homem saiu do veículo e atirou oito vezes em Alaf Richard Barbosa da Silva, de 19 anos. De acordo com a polícia, o crime teria sido uma execução. O assassinato foi na madrugada de ontem, por volta de meia-noite e meia.
O sargento PM Fábio, da viatura 2007, da 1ª Companhia (Cia)/21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), foi quem atendeu a ocorrência e, de acordo com ele, Alaf seria viciado em drogas e envolvido em assaltos.
“Ele estava com a namorada caminhando aqui. Um carro veio, parou e atiraram somente no rapaz. Só nele. Pelas informações apuradas, ele era usuário de drogas, traficante e também envolvido em assaltos. Pelas características, ele pode ter sido executado por alguma dívida”, disse.
Os familiares da vítima ficaram revoltados com a morte do jovem e entraram em desespero na cena do crime. Conforme informações, ele já estaria recebendo ameaças de morte. O modelo e a placa do veículo usado pelos criminosos não foram revelados.
Policiais civis da Divisão de Homicídios (DH) foram ao local do crime e recolheram informações sobre o caso. O delegado Lenoir Cunha, que estava à frente da equipe, contou que Alaf ainda abraçou a namorada, com o suposto intuito de não ser morto, mas os assassinos foram decididos e cruéis.
“Ele estava sendo seguido pelo veículo de cor branca e, em determinado momento, o veículo parou e saiu um ou dois homens de dentro. Nesse momento, a vítima abraçou a namorada, mas os criminosos a mandaram se retirar. Quando ela se afastou, os assassinos efetuaram vários tiros nele. Segundo informações, ele seria envolvido com o tráfico de drogas e assaltos”, disse.
Os peritos do Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves realizaram o levantamento de local de crime. De acordo com o perito criminal Nazareno Melo, a vítima foi atingida por oito disparos, três deles na cabeça, dois no rosto, um no queixo e dois nas mãos, possivelmente quando tentou se defender da rajada da bala.
O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). Até a manhã de ontem a polícia não havia localizado nem detido os suspeitos.
(Diário do Pará)
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