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POLÍCIA

Suspeito confessa assassinato de esposa por ciúmes

O delegado de Polícia Civil de Redenção Marcus Vinicius Camargo, encaminhou na tarde de ontem (17) o pedido de prisão preventiva de Arley Marinho Luz, 31 anos, réu confesso da morte da escriturária, Thays Morete Machado Xavier, 26 anos, que foi morta por

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O delegado de Polícia Civil de Redenção Marcus Vinicius Camargo, encaminhou na tarde de ontem (17) o pedido de prisão preventiva de Arley Marinho Luz, 31 anos, réu confesso da morte da escriturária, Thays Morete Machado Xavier, 26 anos, que foi morta por asfixia na manhã do último sábado (15), na residência dela no setor Morada da Paz, em Redenção, sudeste do estado. Segundo o laudo médico expedido por peritos do IML de Marabá, a jovem que trabalhava no Hospital Santa Mônica, foi asfixiada com um travesseiro.

Segundo o depoimento do acusado na delegacia de Polícia Civil, na manhã do sábado (15) a ex-companheira teria praticado suicídio amarrando uma corda na viga de concreto no banheiro e teria dado cabo da sua existência. A história ele contou também para os familiares da vítima e para os médicos do hospital onde a jovem fora levada. No depoimento, o acusado disse que ao ver a companheira pendurada na corda, correu e cortou a mesma, deitando a vítima em um colchão que estava estendido na sala. A conversa não convenceu os familiares da vítima e nem os médicos, pois não havia marcas de corda no pescoço da vítima.

Para alguns familiares da vítima , o crime começou a ser planejado quando o suspeito ligou dizendo que estava no Estado do Tocantins, na intenção de criar um álibi, quando que na verdade já se encontrava em Redenção. Outro detalhe que pesa contra o acusado foi a urina encontrada no colchão onde a vítima estava deitada. Segundo o cartorário Raimundinho, em caso de estrangulamento a vítima urina na hora da agonia, o que leva a crer que ela pode ter sido estrangulada enquanto dormia no colchão.

Após ser ouvido novamente pelo delegado Camargo, o acusado confessou o crime e disse que matou a mulher por ter ficado revoltado ao chegar em casa e ficar sabendo que ela estava na rua se divertindo. Para o delegado, o acusado disse que não premeditou o crime e que depois que sufocou a mulher com o travesseiro vendo que ela estava morta, tentou simular que ela havia praticado o suicídio para tentar se livrar da acusação. Arley, que se encontra recolhido em uma das celas da delegacia de Polícia Civil, será encaminhado para o Presídio de Redenção, onde vai aguardar o julgamento pelo crime de homicídio qualificado.

(Diário do Pará)

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