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POLÍCIA

Suspeitos presos podem ter matado policial

Otávio Augusto Nascimento, 25, conhecido como “Bilonga”, e Gleidson de Souza Melo, 25, o “Fúria”, já estavam presos no Centro de Detenção Provisória de Icoaraci (CDPI), por porte ilegal de armas, mas agora, deverão responder pelo crime de latrocínio, onde

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Otávio Augusto Nascimento, 25, conhecido como “Bilonga”, e Gleidson de Souza Melo, 25, o “Fúria”, já estavam presos no Centro de Detenção Provisória de Icoaraci (CDPI), por porte ilegal de armas, mas agora, deverão responder pelo crime de latrocínio, onde ambos foram indiciados como principais suspeitos pela morte do policial militar, cabo Freitas, em novembro do ano passado.

As investigações feitas pela Polícia Civil do bairro da Marambaia apontam a dupla no envolvimento de uma tentativa de assalto a uma van que fazia linha Icoaraci – Castanheira no dia 30 de dezembro de 2013. Na ocasião, eles foram detidos portando duas pistolas, ponto 40 e outra 380.

Na madrugada do dia 03 do mês anterior, a mesma dupla teria cometido um assalto também a uma van, quando naquela ocasião o policial estava a paisana era um dos passageiros, porém armado. Um dos suspeitos teria visto a arma na cintura do militar que mesmo antes da vítima tentar reagir, o criminoso se adiantou, baleando o PM que resultou na morte instantânea dele.

De acordo com o investigador Alan Vantuir, da Seccional da Marambaia onde o crime estava sendo investigado através de inquérito, as pistolas encontradas com os dois rapazes no mês seguinte foram usadas na morte do cabo Freitas.

Ainda segundo a polícia, a confirmação se deu a partir de exame balístico feito nas armas. Além disso, o motorista que dirigia a van no dia do assalto que resultou na morte do PM, seria o mesmo na tentativa do mesmo crime que findou na prisão de Otávio e Gleidson. O celular da vítima teria sido encontrado ainda sob posse da companheira de “Bilonga”.

Otávio disse que não tem envolvimento na morte do policial, que desconhece o motorista e o comparsa. “Não posso falar nada daquilo que não vi e não sei. Tenho apenas passagem por porte, nada mais”, se defende. Já Gleidson, quem teria “arranjado” a pistola 380 dentro da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, afirma que não tinha conhecimento sobre a origem da arma. “Já fui preso por assalto e agora por porte, mas nunca matei ninguém, muito menos me envolvi em morte de polícia. ‘Tava foragido da Colônia e quem me passou a arma foi o ‘fissurinha’, lá de dentro”, alega.

O delegado Pery Netto, diretor da Seccional da Marambaia, disse que a dupla foi presa por porte, mas após as investigações sobre a morte do policial, os rapazes foram indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte), um crime considerado hediondo, onde a pena pode chegar até 30 anos.

O motorista da van foi identificado como Carlos Jorge, o “Jorginho”, o cobrador seria Mizael Salatiel, conhecido também como “Robson”, também serão indiciados pelo mesmo crime e a prisão preventiva deles já foi solicitada à justiça.

(Diário do Pará)

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