Eduardo Fernandes Facunde, 43 anos, e o filho dele, Eduardo Fernandes Facunde Júnior, 23, acusados de aplicar o chamado "Golpe da Compra Premiada" aguardam a vinda do advogado de Teresina a Belém, que deve ocorrer ainda nesta terça-feira (18).
O depoimento dos responsáveis da empresa "Eletromil" deveria ocorrer hoje, mas ambos só poderão depor com a presença do advogado. O delegado Neyvaldo Silva, da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), deve ouvir os acusados nesta quarta-feira (19).
A dupla foi presa no último sábado (15), em Teresina, e apresentados ontem (17), em Belém, pela Polícia Civil.
Além do Pará, Eduardo Facunde tem mandados de prisão no Maranhão e Ceará e tem, em seu nome, mais de 40 empresas espalhadas em várias cidades brasileiras, cada uma com um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) diferente, mas todas com as mesmas finalidades: a Compra Premiada, prática proibida no Brasil pelo Banco Central.
Segundo o delegado Vanildo Costa, há informações de que Maria Sailene teria fugido para uma cidade no interior do Ceará. As buscas para localizá-la continuam. Os dois presos vão responder por estelionato, formação de quadrilha e crimes contra o consumidor.
GOLPE
As práticas de estelionato começaram a surgir no interior do Pará, nas cidades de Castanhal, Capanema, São Miguel do Guamá, até chegar à Região Metropolitana de Belém. De acordo com Neyvaldo Silva, o golpe começou a ser denunciado depois que as pessoas passaram a cobrar a devolução dos valores pagos aos donos da Eletromil, que fugiram do Pará, depois que as denúncias vieram à tona.
Os acusados são maranhenses naturais da cidade de Bacabal. As investigações presididas pela Dioe tiveram início em 2012, quando centenas de vítimas procuraram a Delegacia do Consumidor para registrar boletim de ocorrência. "Recebemos mais de 800 denúncias de pessoas que foram lesadas no golpe", detalha o delegado Neyvaldo Silva, diretor da Dioe.
(DOL com informações da Polícia Civil)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar